PENSÃO ALIMENTÍCIA: Justiça define que valor deve focar na renda real do pai.


Uma decisão recente do Judiciário brasileiro, consolidada pelo entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), trouxe uma diretriz clara para milhares de processos de Direito de Família: o valor da pensão alimentícia deve ser estritamente proporcional à capacidade financeira real do alimentante (quem paga) e às necessidades básicas do alimentado (quem recebe).
A decisão reforça que o padrão de vida de quem detém a guarda não pode ser o único balizador para estipular o valor do benefício.
Historicamente, o cálculo da pensão no Brasil se baseia em uma balança. De um lado, o que a criança precisa para viver com dignidade; do outro, o que o pai (ou mãe) pode pagar sem comprometer sua própria subsistência.
A novidade que vem ganhando força na jurisprudência é o combate ao chamado "desvio de finalidade". Em casos onde a mãe possui um padrão de vida muito superior ao do pai, havia uma tendência de exigir que o genitor arcasse com custos que extrapolavam sua realidade financeira, apenas para "equiparar" o status social da criança ao da casa onde ela reside.
"A pensão serve para sustentar o filho, não para financiar o estilo de vida do ex-cônjuge", resume a tendência dos tribunais superiores.
Análise Jurídica
Especialistas consultados pelo Portal Hermes Vissotto apontam que essa decisão traz segurança jurídica. Ela evita que o devedor de alimentos entre em um ciclo de endividamento impagável, o que muitas vezes resultava em pedidos de prisão civil que, no fim das contas, não resolviam o sustento da criança.

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