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O GIGANTE ACORDOU: Por que os EUA Lançaram a Maior Ofensiva na Síria em Anos e o Que Isso Muda no Seu Mundo.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

O céu da Síria voltou a ser iluminado pelo clarão de explosões coordenadas no último dia 10 de janeiro. Não se trata de apenas mais um bombardeio isolado, mas sim da Operação Hawkeye Strike (Ataque Olho de Falcão). Se você quer entender o que está acontecendo por trás das manchetes e por que o governo americano decidiu usar "munição pesada" agora, este guia vai te explicar tudo de forma clara e direta.


No direito internacional, ações militares raramente acontecem no vácuo. Esta ofensiva é uma resposta de "legítima defesa seletiva". O estopim foi uma emboscada em Palmira, em dezembro de 2025, onde o Estado Islâmico (ISIS) matou dois sargentos americanos e um intérprete.


Os EUA seguem uma doutrina militar clara: "Proteção de Forças". Quando tropas americanas são atacadas em solo estrangeiro, a resposta é desenhada para ser desproporcional, servindo como um mecanismo de dissuasão (o famoso "não mexa conosco").


O Grupo de Ataque do Porta-Aviões Gerald R. Ford da Marinha dos EUA, incluindo o navio-almirante USS Gerald R. Ford (CVN 78), à frente, o USS Winston S. Churchill (DDG 81),  à direita, o USS Mahan (DDG 72), à esquerda, o USS Bainbridge (DDG 96) e os caças F/A-18E/F Super Hornets embarcados. 13/11/2025 (Gladjimi Balisage / Marinha dos EUA/Divulgação) 
O Grupo de Ataque do Porta-Aviões Gerald R. Ford da Marinha dos EUA, incluindo o navio-almirante USS Gerald R. Ford (CVN 78), à frente, o USS Winston S. Churchill (DDG 81),  à direita, o USS Mahan (DDG 72), à esquerda, o USS Bainbridge (DDG 96) e os caças F/A-18E/F Super Hornets embarcados. 13/11/2025 (Gladjimi Balisage / Marinha dos EUA/Divulgação) 

A Magnitude da Operação

Esqueça os ataques pontuais de drones. Desta vez, o Pentágono mobilizou:

  • Mais de 20 aeronaves: Incluindo caças de última geração.

  • 90 munições de precisão: Bombas guiadas por GPS para minimizar danos colaterais (vítimas civis).

  • 35 alvos distintos: Depósitos de armas, centros de comando e campos de treinamento.


Aqui entra a parte que poucos explicam: o cenário político mudou. Até o fim de 2024, a Síria era governada por Bashar al-Assad, um inimigo do Ocidente. Hoje, com um novo governo em transição liderado por Ahmed al-Sharaa, a dinâmica é outra.

  • Soberania: Diferente de anos atrás, quando os EUA operavam em "áreas cinzentas" do direito, agora existe uma cooperação tácita (implícita) com as novas autoridades sírias. O objetivo comum é impedir que o ISIS ocupe o vácuo de poder deixado pela queda do antigo regime.

  • Colaboração Regional: A Força Aérea da Jordânia participou da operação, o que confere maior legitimidade regional ao ataque.


Muitos leitores nos perguntam: "Isso vai começar uma nova guerra?"

A resposta curta é: É uma guerra de contenção. O Estado Islâmico não possui mais um "Estado" com fronteiras, mas opera como uma rede de guerrilha. Os EUA estão enviando uma mensagem clara ao novo governo sírio e aos grupos terroristas: o território mudou, mas a vigilância sobre o radicalismo permanece a mesma.


Ponto de Reflexão: No tratado de relações internacionais, a paz muitas vezes é mantida pelo equilíbrio de forças. Ao atacar o ISIS de forma tão contundente, os EUA buscam estabilizar a região para que o novo governo sírio consiga se estabelecer sem a ameaça constante de insurgentes.


Por que você deve se importar?

A estabilidade no Oriente Médio afeta diretamente:

  1. O preço do petróleo: Conflitos em larga escala costumam pressionar os preços dos combustíveis.

  2. Fluxos Migratórios: A derrota do ISIS diminui a pressão de refugiados na Europa e no mundo.

  3. Segurança Global: O enfraquecimento de células na Síria reduz a capacidade de planejamento de ataques em outras capitais ocidentais.


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