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PERU: Presidente é Destituído Após Escândalo de Reuniões Secretas.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
O presidente interino destituído do Peru, José Jerí (Foto: EFE/ John Reyes Mejía)
O presidente interino destituído do Peru, José Jerí (Foto: EFE/ John Reyes Mejía)

O Peru reafirmou, nesta terça-feira (17 de fevereiro de 2026), seu título de país politicamente mais instável da América Latina. Com a destituição de José Jerí, a nação andina chega à impressionante marca de oito presidentes em apenas dez anos. Jerí, que havia assumido o poder interinamente há apenas quatro meses, caiu não por um golpe militar ou uma revolta popular massiva, mas pelo peso de uma câmera de segurança e um jantar mal explicado.


O Estopim: O Escândalo "Chifagate"

Se a política peruana fosse um roteiro de cinema, o capítulo de José Jerí seria um suspense de baixo orçamento. O presidente foi derrubado após a divulgação de imagens que o mostravam entrando, tarde da noite e usando um capuz para esconder o rosto, em um restaurante de comida chinesa, as populares chifas de Lima.


Lá, Jerí se reuniu secretamente com o empresário chinês Zhihua Yang, figura central de uma concessão bilionária de energia no país. A falta de registro oficial do encontro na agenda da presidência violou as leis de transparência e deu origem ao apelido que selou seu destino: o "Chifagate".


Para o Congresso, a conduta foi classificada como "incapacidade moral e má conduta funcional". A investigação preliminar aponta para um possível tráfico de influência, sugerindo que o jantar serviu para negociar favorecimentos em projetos de infraestrutura.


A Engrenagem da Queda: Voto de Censura

Diferente de seus antecessores, que enfrentaram longos processos de impeachment por "incapacidade moral permanente", Jerí foi removido por uma manobra técnica mais rápida. Como ele era originalmente o presidente do Congresso e ocupava a chefia de Estado apenas por ausência de vice-presidentes na linha sucessória, o Legislativo aprovou uma moção de censura contra sua gestão no Parlamento.


Com 75 votos a favor, Jerí perdeu o comando do Congresso e, por consequência direta, a cadeira presidencial no Palácio de Pizarro.



O Peru mergulha agora em um novo vácuo de liderança. O Congresso deve eleger um novo presidente parlamentar nesta quarta-feira (18), que assumirá o país como o terceiro presidente interino em menos de dois anos. A missão desse novo ocupante é curta, mas árdua: garantir que o país chegue às eleições gerais marcadas para 12 de abril de 2026 sem um novo colapso.


Para o leitor brasileiro e o observador internacional, o caso peruano serve como um alerta sobre como a fragilidade dos partidos e o superpoder de um Legislativo fragmentado podem transformar a Presidência da República em um cargo de "passagem", onde a sobrevivência política dura apenas até o próximo jantar secreto.


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