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Eduardo Bolsonaro: Da Fuga à Perda de Mandato e Ordem de Prisão pelo STF.

Foto do escritor: Hermes Vissotto
Hermes Vissotto
há 11 horas
2 min de leitura
Eduardo Bolsonaro | Créditos: Lucio Bernardo Junior/ Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro | Créditos: Lucio Bernardo Junior/ Câmara dos Deputados

Análise e cobertura dos bastidores políticos e jurídicos que marcaram a derrocada do ex-parlamentar brasileiro no exterior.


A trajetória recente do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro transformou-se em um dos capítulos mais conturbados da política brasileira recente. O que começou como uma viagem ao exterior sob justificativas de atuação diplomática e denúncia de "perseguição política" culminou na perda sequencial de seus cargos públicos e na decretação de sua prisão preventiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


1. A Saída do País e o Discurso de "Perseguição Política"

Em meados de fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos. Aliados e o próprio ex-parlamentar sustentaram que a permanência fora do país tinha como objetivo construir uma rede de apoio internacional junto a lideranças da extrema-direita global e denunciar supostos abusos do Poder Judiciário brasileiro.


No entanto, para o STF e setores da Procuradoria-Geral da República (PGR), a saída do país foi interpretada como uma estratégia de evasão da Justiça, visando esquivar-se de inquéritos que apuravam atos antidemocráticos e ações de desestabilização institucional.


2. O Efeito Dominó: Perda de Cargos no Brasil

A permanência prolongada nos EUA sem justificativa legal aceita pelos órgãos oficiais deu início a uma série de punições administrativas e políticas:

  • Cassação do Mandato Parlamentar: Com o término de sua licença oficial em julho de 2025 e o acúmulo de mais de 50 faltas injustificadas, ultrapassando o limite constitucional de um terço das sessões, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados instaurou o processo de cassação, resultando na perda definitiva de sua cadeira no Congresso.

  • Demissão da Polícia Federal: Eduardo exercia o cargo efetivo de escrivão da Polícia Federal. Pela Lei 8.112/1990, com a perda do mandato, o servidor deve se reapresentar ao órgão de origem. Diante da recusa em retornar ao país, a corporação abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por abandono de cargo, culminando em sua demissão sumária pelo Ministério da Justiça.




4. Próximos Passos e Extradição


Com o mandado de prisão ativo e a suspensão de seus direitos políticos notificada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o nome de Eduardo Bolsonaro passou a integrar o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão.


A efetivação do cumprimento da pena agora depende dos trâmites diplomáticos e de cooperação internacional entre o governo brasileiro e as autoridades norte-americanas para viabilizar o pedido de extradição.


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