Pazuello ganha força nos bastidores e surge como cotado para presidir a Petrobras em eventual governo de Flávio Bolsonaro


Deputado federal reeleito pelo PL-RJ uniu a influência política à frente da FREPPEGEN e o histórico familiar no setor de navegação para consolidar apoio no segmento de energia.
O nome do deputado federal reeleito Eduardo Pazuello (PL-RJ) passou a circular com intensidade nos bastidores do mercado financeiro e do setor energético como um dos cotados para assumir o comando da Petrobras. A articulação ganha força no cenário de uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.
A cotação de Pazuello não ocorre por acaso. Desde que assumiu o mandato na Câmara dos Deputados, o ex-ministro migrou de forma consistente para a articulação regulatória e política no setor de energia, transformando-se em uma das vozes mais ativas do Congresso Nacional em defesa da cadeia de petróleo e gás.
Atuação parlamentar e pautas estratégicas
Atualmente, Pazuello preside a Frente Parlamentar em Apoio ao Petróleo, Gás e Energia (FREPPEGEN), bancada suprapartidária que reúne ampla adesão de parlamentares. Sob sua liderança, a frente se destacou na defesa do avanço do licenciamento ambiental para a exploração de hidrocarbonetos na Margem Equatorial, na região da Foz do Amazonas, tida como a nova fronteira petrolífera do país.
Além disso, a FREPPEGEN atuou no debate da Reforma Tributária com o objetivo de proteger o setor contra o aumento de carga fiscal e buscar a isenção de novos impostos sobre os combustíveis. Para dar suporte às discussões legislativas, o parlamentar também impulsionou a criação do Instituto de Petróleo, Gás e Energia (IPEGEN), braço técnico voltado à formulação de propostas para a indústria.
Ligação familiar com o setor armador e marítimo
A movimentação do deputado no setor energético soma-se às suas raízes familiares no Amazonas. A família Pazuello possui histórico no ramo armador e do transporte fluvial com a empresa J.A. Leite Navegação Ltda., tradicional companhia voltada ao transporte marítimo, logística fluvial e construção de embarcações na Bacia Amazônica.
Essa bagagem logística e empresarial, aliada à sua trajetória militar e à articulação política em Brasília, tem sido apresentada por interlocutores como justificativa para seu nome na lista de opções para o primeiro escalão e cargos estratégicos em uma futura gestão do PL.

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