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Investigação aponta que Vorcaro mantinha rede de exploração sexual usada para negociar favores políticos

Foto do escritor: Hermes Vissotto
Hermes Vissotto
há 7 horas
2 min de leitura

BOA VISTA - Mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal indicam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, estruturou uma rede de exploração sexual e agenciamento de mulheres para obter facilidades e lubrificar relações no meio político e judiciário.   


Nas conversas interceptadas, o empresário e seus intermediários referiam-se às mulheres utilizando termos como "escravas" e "creche", revelando o caráter sistemático e desumanizador do esquema.   


Uso de mulheres como moeda de troca e exploração de refugiadas

As apurações mostram que o uso das garotas não se tratava de episódios isolados, mas sim de uma engrenagem na qual mulheres eram tratadas como moeda de troca junto a autoridades.   


Entre os pontos mais graves expostos pelas investigações está o aliciamento e a exploração de jovens refugiadas ucranianas em situação de extrema vulnerabilidade. Diálogos apreendidos mostram o ex-banqueiro celebrando a chegada de garotas vindas de áreas de guerra. Especialistas apontam que a utilização do pânico de mulheres em ter de retornar a uma zona de conflito caracteriza elementos do crime de tráfico de seres humanos.   


Cobranças por Pix e festas no triplex


Diálogos de 2025 registram detalhadamente a dinâmica de convocação e pagamento pelos serviços:   

  • Convocação: Em fevereiro de 2025, uma agenciadora identificada como Rayanna contatou Vorcaro solicitando o endereço para o envio das mulheres.   

  • Transferência via Pix: Em março do mesmo ano, a intermediária cobrou R$ 10 mil referente a um encontro com uma figura citada como "Kassio", enviando chave Pix e dados para o pagamento.   

  • Eventos privados: Mensagens apreendidas no celular de Vorcaro revelam que um funcionário do empresário relatou a cessão de um quarto para um "ministro com 5 meninas" durante uma festa privativa no triplex do empresário, em São Paulo. O evento contava com instruções para o recolhimento de celulares das convidadas.   


Cobrança por respostas e desdobramentos

A citação explícita ao nome "Kassio" e a documentação do Pix e das cobranças exigem apuração rigorosa por parte da Polícia Federal para esclarecer a eventual participação de autoridades do Judiciário e da política nacional no esquema. O caso reforça a urgência das instituições em combater o tráfico de pessoas e a cooptação do poder público por meio da exploração humana.   


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