Após deixar a PAMC, Jalser Renier aponta ‘perseguição política’ e confirma que mantém candidatura.


BOA VISTA — Menos de 24 horas após ser preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) durante os desdobramentos da Operação Filargíria, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) e candidato a deputado estadual, Jalser Renier (PSDB), deixou a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC) na noite desta sexta-feira (25). Ao obter a liberdade após audiência de custódia, o político classificou a ação policial como uma medida "arbitrária e política" destinada a prejudicar sua campanha a poucos dias das eleições.
A detenção ocorreu na última quinta-feira (24), quando agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na residência e no escritório de Jalser, em Boa Vista. Na ocasião, as equipes apreenderam R$ 19 mil em espécie, telemóveis e planilhas com nomes de colaboradores de campanha. Os elementos levantaram a suspeita da corporação quanto a um possível esquema de captação ilícita de sufrágio (compra de votos), resultando na condução do candidato à sede da PF e, posteriormente, ao sistema prisional.
Declaração de perseguição e manutenção da candidatura
Logo na saída da PAMC, por volta das 18h30, Jalser Renier falou com a imprensa e rebateu as acusações de lavagem de dinheiro e crimes eleitorais. O candidato afirmou que a operação reflete disputas e pressões do cenário político local no momento decisivo da corrida eleitoral.
"Essa prisão foi uma prisão arbitrária, foi uma prisão política. [...] A dez dias da eleição, eu tô vendo algo semelhante. Prefiro dizer que eu tô em pé, eu tô consciente e eu vou lutar, eu vou pra luta, eu vou pra guerra; continuo candidato, sempre pleno", declarou o ex-deputado.
A defesa do candidato também argumentou durante os procedimentos judiciais que as planilhas encontradas continham apenas registros organizacionais de apoiadores remunerados e voluntários de campanha, sem qualquer conduta ilícita.
Mobilização de apoiadores e carreata em Boa Vista
Na recepção à soltura, a esposa de Jalser, a médica e candidata a deputada federal Dra. Taty, juntou-se a apoiadores que aguardavam a saída do ex-parlamentar.
Logo após deixar a unidade prisional, o candidato seguiu em carreata acompanhado por centenas de simpatizantes. O percurso começou na via de acesso à PAMC, seguiu pela BR-174 e percorreu diversas avenidas centrais da capital. Com a decisão da Justiça Eleitoral que lhe garantiu o direito de responder em liberdade, Jalser Renier reafirmou que manterá a sua agenda de campanha e disputará normalmente o pleito para a Assembleia Legislativa.

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