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Tragédia na Venezuela: família do jogador argentino Lucas Trejo é encontrada sem vida.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 28 de jun.
  • 2 min de leitura
Jogador de futebol argentino Lucas Trejo e sua família em foto de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Lucas Trejo no Instagram.
Jogador de futebol argentino Lucas Trejo e sua família em foto de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Lucas Trejo no Instagram.

O cenário de destruição causado pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) terminou em uma notícia devastadora. Após 74 horas de buscas intensas, a esposa e os dois filhos do jogador de futebol argentino Lucas Trejo, que atua pelo Deportivo La Guaira, foram encontrados sem vida na noite deste sábado (27).


O caso e as buscas

Yanina Maranella, de idade não revelada, e as crianças Aarón, de 5 anos, e Ainhoa, de 7, estavam no complexo residencial Cumanagoto, em Playa Grande, no estado de La Guaira, quando o edifício veio abaixo devido aos dois fortes abalos sísmicos. Lucas Trejo, de 38 anos, não estava no local no momento do colapso e passou os últimos dias mobilizando torcedores, autoridades e seguidores em uma busca desesperada por notícias.


Poucas horas antes da confirmação do falecimento, o atleta chegou a utilizar suas redes sociais para pedir o envio de cães farejadores que pudessem auxiliar as equipes de resgate nos escombros. Em nota oficial, o clube Deportivo La Guaira manifestou pesar: "Nós, do DLG, nos unimos ao luto que aflige o jogador Lucas Trejo pelo doloroso falecimento de sua esposa, Yanina Maranella, e de seus filhos. Que suas almas descansem em paz".


Impacto dos terremotos no país

A tragédia pessoal de Trejo reflete o drama vivido por milhares de venezuelanos. Os tremores de magnitude 7,5 e 7,2, que ocorreram com menos de um minuto de diferença, causaram danos severos em Caracas e em diversas cidades vizinhas.


Segundo o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano às 14h20 deste sábado (27), o número de mortos já atingiu 1.430 pessoas. Os dados apontam, ainda, que mais de 3.000 pessoas ficaram feridas e 3.100 estão desabrigadas.


A situação, contudo, pode ser ainda mais crítica. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) estima que mais de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas. A alta densidade populacional das áreas atingidas e os danos estruturais severos dificultam o trabalho de socorro e a estimativa precisa do número total de vítimas.


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