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Psicólogo do CRAS é preso em flagrante por estelionato contra idosa de 68 anos.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 22 de mai.
  • 3 min de leitura
Psicólogo do Cras é preso suspeito de fazer Pix de R$ 3 mil da conta de paciente idosa em Caroebe — Foto: Reprodução
Psicólogo do Cras é preso suspeito de fazer Pix de R$ 3 mil da conta de paciente idosa em Caroebe — Foto: Reprodução

CAROEBE - O município de Caroebe, no Sul de Roraima, foi palco de uma grave ocorrência policial que acendeu o alerta sobre a segurança de vulneráveis no atendimento público. O psicólogo K.M.S., de 28 anos, servidor do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), foi detido em flagrante pela Polícia Militar sob a suspeita de desviar R$ 3 mil da conta bancária de uma idosa de 68 anos. De acordo com as investigações, o profissional utilizava-se do cargo e do acesso a aparelhos celulares para aplicar os golpes.


O caso foi registrado formalmente na última quinta-feira (21), após a própria vítima procurar o Destacamento da PM local para denunciar o crime.


O Modus Operandi: Abuso de confiança dentro e fora do CRAS

Segundo o depoimento da idosa, o crime teve início no dia 15 deste mês, quando ela compareceu ao CRAS de Caroebe para realizar um procedimento de recadastramento socioassistencial. Atendida por K.M.S., a mulher precisou repassar o celular ao servidor para a finalização do processo técnico. Foi neste momento que o suspeito teria obtido acesso às senhas e ao aplicativo bancário da vítima.


Após o atendimento institucional, o psicólogo passou a monitorar e a manter contato com a idosa por meio do aplicativo WhatsApp. Sob a justificativa de prestar "auxílio assistencial personalizado", ele chegou a ir até a residência da mulher.


A fraude só foi descoberta na última quinta-feira, quando o servidor retornou à casa da idosa e tentu efetuar uma nova transação financeira, desta vez, sem sucesso. Desconfiada da insistência e da conduta do profissional, a vítima solicitou o extrato de sua conta bancária e constatou que, no mesmo dia em que esteve no CRAS (15), uma transferência Pix no valor de R$ 3 mil havia sido realizada para a conta do irmão do psicólogo.


Prisão em flagrante e reincidência

Com o comprovante da transação fraudulenta em mãos, a idosa acionou a Polícia Militar. Uma guarnição deslocou-se imediatamente até a residência do servidor público, onde efetuou a prisão em flagrante. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para a tomada das providências cabíveis e lavratura do procedimento legal.


Investigações preliminares apontaram que este não é um caso isolado. O relatório policial aponta que K.M.S. já possui outro registro pelo mesmo crime e utilizava do mesmo modus operandi: criar um falso vínculo de confiança com idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social para obter dados bancários e dispositivos eletrônicos.


Reflexos no SUAS e na Ética Profissional

O episódio gera profunda indignação na rede do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) do estado. O CRAS, por diretriz nacional, deve funcionar como a principal porta de entrada para a proteção social e garantia de direitos da população, tornando o desvio de conduta por parte de um técnico de referência uma violação direta das normativas operacionais da assistência social.


Além do processo criminal por estelionato, que prevê pena aumentada por ser praticado contra pessoa idosa, o servidor deverá enfrentar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) junto à administração municipal e uma representação por infração ao Código de Ética Profissional perante o Conselho Regional de Psicologia (CRP-20).


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