Operação 'La Máquina': PF e Gaeco Deflagram Ação Contra Organização Criminosa em Roraima e Mais Sete Estados.
- Hermes Vissotto

- 13 de ago.
- 2 min de leitura

Investigação desarticula esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro com movimentação financeira superior a R$ 35 milhões.
BOA VISTA - Em uma megaoperação coordenada de combate ao crime organizado, a Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Amazonas (Gaeco/MPAM), deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação La Máquina. A ofensiva policial cumpriu mandados judiciais em Roraima e em outros sete estados brasileiros.
O objetivo principal da ação é desarticular uma estruturada organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, associação e financiamento ao tráfico, além de lavagem de capitais. As investigações revelaram uma complexa rede financeira e logística utilizada pelo grupo para escoar entorpecentes e ocultar o patrimônio ilícito.
Balanço das Ações e Mandados Judiciais

Ao todo, o Poder Judiciário expediu 43 mandados judiciais, cumpridos simultaneamente no Amazonas, Roraima, Tocantins, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina:
13 Prisões Preventivas
26 Mandados de Busca e ApreensãO
Bloqueio de R$ 7,7 milhões em bens e contas bancárias
Sequestro de 31 veículos
Apreensões, Estrutura Logística e Pistas Clandestinas
A decisão judicial desferiu um duro golpe no patrimônio e na infraestrutura do grupo. Além das apreensões de armas de fogo, munições e pertences de valor efetuadas durante as buscas, a Justiça determinou o sequestro de dois centros comerciais.
Para desmantelar a logística aerotransportada do tráfico na Amazônia, a operação ordenou também a destruição de duas pistas de pouso clandestinas localizadas nos municípios de Tefé e Presidente Figueiredo, ambos no estado do Amazonas.
Movimentação de R$ 35 Milhões
Ao longo das apurações, a PF e o Gaeco constataram movimentações financeiras atípicas superiores a R$ 35 milhões. O dinheiro transitava por contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, com valores totalmente incompatíveis com os rendimentos e atividades econômicas formalmente declaradas.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema.

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