top of page

Operação Geminus: MPRR denuncia 12 pessoas por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro em Roraima.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura
Segundo o MPRR, um imóvel de alto padrão localizado no bairro Caranã, era utilizado como depósito de drogas. No local, a Polícia apreendeu cerca de 270 quilos de skunk
Segundo o MPRR, um imóvel de alto padrão localizado no bairro Caranã, era utilizado como depósito de drogas. No local, a Polícia apreendeu cerca de 270 quilos de skunk

BOA VISTA – O Ministério Público de Roraima (MPRR) ofereceu denúncia nesta sexta-feira (22) contra 12 pessoas investigadas na Operação Geminus, deflagrada originalmente pela Polícia Civil em março deste ano. A ação penal foi ajuizada pela Promotoria de Justiça Especializada em Tráfico de Drogas, Crimes Decorrentes de Organizações Criminosas e Crimes de Lavagem de Capitais.


Os envolvidos são acusados de integrar uma estrutura criminosa altamente organizada, voltada ao tráfico de entorpecentes e à ocultação de recursos ilícitos no estado. Conforme a denúncia, o grupo atuava de forma permanente e com nítida divisão de tarefas desde, pelo menos, 2024.


Liderança e o "bunker" no Caranã

As investigações apontam que a liderança do esquema era exercida pelos irmãos N.D.F.M. e G.F.M. Ambos eram responsáveis por coordenar as atividades, articular os membros e fornecer a infraestrutura necessária, como imóveis, veículos e apoio financeiro, além de gerenciar a lavagem do dinheiro.


Um dos pontos centrais da logística do grupo era um imóvel de alto padrão localizado no bairro Caranã, na zona Oeste de Boa Vista, utilizado como depósito de drogas. No local, a Polícia Civil apreendeu 270 quilos de skunk distribuídos em 260 tabletes. Para tentar burlar a fiscalização e abafar o forte odor do entorpecente, os criminosos escondiam a carga entre sacos de estopa e estrume bovino.


Rotas aéreas e apoio logístico

A denúncia revela que a droga entrava em Roraima por via aérea, utilizando pistas de pouso clandestinas. Após o desembarque, outros integrantes da organização assumiam o transporte e a distribuição interna. Outra estratégia do grupo era o aluguel de imóveis por meio de plataformas digitais, que serviam como pontos de apoio e locais para reuniões operacionais.


No núcleo patrimonial e financeiro, destaca-se a atuação de T.S.L.S., esposa de um dos investigados. Segundo o Ministério Público, ela administrava o "mocó" de armazenamento, controlava o acesso ao local e operava uma empresa de fachada para movimentar os valores do tráfico — incluindo uma quantia de R$ 510 mil ligada diretamente à carga de skunk apreendida.



"Os elementos reunidos nas investigações apontam para uma organização criminosa muito bem estruturada. O MP busca justamente romper essa cadeia criminosa, uma vez que a responsabilização dos envolvidos é fundamental para desarticular e impedir a continuidade das atividades ilícitas", afirmou Melotto.


Na peça jurídica, o MPRR pede a condenação dos 12 denunciados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com o nível de participação de cada um no esquema.


Para mais atualizações sobre este e outros casos de segurança pública, continue acompanhando o Portal Hermes Vissotto.


FAÇA PARTE DA NOSSA COMUNIDADE:


Instagram


Youtube   


Site  


Whatsapp


X/Twitter

Comentários


bottom of page