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Funai e CIR iniciam instalação de placas em Terras Indígenas de Roraima: Proteção e Soberania em Pauta.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Mayra Wapichana | FUNAI
Foto: Mayra Wapichana | FUNAI

BOA VISTA (RR) – Em um movimento que une o rigor institucional à mobilização das bases, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Conselho Indígena de Roraima (CIR) deram início, no último dia 9 de março, à instalação de placas de sinalização em territórios estratégicos do estado. O marco inicial ocorreu na Terra Indígena Truaru da Cabeceira, consolidando o Acordo de Cooperação (AC) firmado entre as entidades durante o Acampamento Terra Livre de 2025.


O Poder do Símbolo e do Direito

A instalação, que pode parecer um ato meramente administrativo, carrega um peso jurídico e territorial profundo. Para a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, a sinalização é o rosto visível do dever estatal. "A placa pode ser simbólica, mas vai trazer a identificação para todos verem que aqui é uma terra indígena demarcada e o Estado brasileiro tem o dever de proteger. Não é favor, é obrigação", afirmou a gestora, reforçando a sobrevivência física e cultural como pilares do meio ambiente e da economia local.


O coordenador do CIR, Amarildo Macuxi, destacou que a medida é uma ferramenta de segurança jurídica. Segundo ele, a placa serve como um aviso explícito de interdição a estranhos, garantindo que o acesso só ocorra com o consentimento prévio das comunidades, um avanço crucial para o ordenamento territorial e a vigilância comunitária.



O Fortalecimento da Presença Permanente

A coordenadora regional da Funai em Roraima, Marizete de Souza, pontuou que a iniciativa amplia a capacidade de execução das ações de campo. A integração entre a gestão pública e o movimento indígena organizado sinaliza um novo paradigma de proteção territorial em Roraima, estado marcado por complexos desafios de fronteira e invasões.


Com a etapa iniciada em Truaru da Cabeceira, a expectativa é que o cronograma siga rigorosamente pelas demais comunidades contempladas, elevando o patamar de visibilidade dos limites das terras indígenas frente ao cenário nacional e internacional.


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