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Servidores Estaduais param Roraima: O abismo entre a inflação e a contraproposta do Governo.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

BOA VISTA – A terça-feira, 31 de março de 2026, foi marcada por uma forte mobilização do funcionalismo público de Roraima. O movimento paredista coloca em xeque a política salarial da gestão estadual, que apresentou uma proposta de reajuste parcelado até 2030, enquanto os servidores exigem uma recomposição imediata de 16% no salário base.


O Contraste que Alimenta a Paralisação



A principal bandeira dos sindicatos é a disparidade entre o que o Estado oferece e o que já foi consolidado em outras esferas de poder. O argumento central é que o servidor estadual está perdendo poder de compra frente ao cenário econômico atual:

  • Ganho Real no Salário Mínimo: Em janeiro de 2026, o Governo Federal fixou o mínimo em R$ 1.621,00. O reajuste de 6,8% garantiu um ganho real (acima da inflação) de cerca de 3%, servindo de base para o que os servidores consideram uma "política de valorização digna".

  • O "Exemplo" da Prefeitura: Na capital, o prefeito Arthur Henrique anunciou em março um reajuste de 8,77% para os servidores municipais de Boa Vista, além de melhorias diretas no auxílio-refeição. Para o funcionalismo estadual, o avanço da prefeitura mostra que há espaço fiscal para um índice superior ao oferecido pelo Estado.


A Proposta do Governo de Roraima: 6,5% agora, o resto "depois"

A contraproposta apresentada pelo Governo de Roraima não agradou as categorias. O Executivo propõe um reajuste imediato de apenas 6,5% em 2026, deixando os outros 9,5% (necessários para completar os 16% pleiteados) para serem diluídos nos próximos quatro anos.


A projeção de escalonamento do Governo é a seguinte:

  • 2027: IPCA + 2,3%

  • 2028: IPCA + 2,3%

  • 2029: IPCA + 2,3%

  • 2030: IPCA + 2,3%


Para o servidor que enfrenta a alta de preços no supermercado hoje, a promessa de ganho real em 2030 soa distante e insuficiente. Enquanto o salário mínimo e a folha municipal se ajustam de forma mais ágil, o funcionalismo estadual teme que o parcelamento proposto acabe sendo "engolido" por novas altas inflacionárias, mantendo o poder de compra estagnado por mais meia década.


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