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Flagrante de abuso contra animal termina em espancamento na Zona Oeste de Boa Vista.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 1 de jul.
  • 2 min de leitura
Suspeito foi atendido no local pelo Samu e levado ao hospital, em Boa Vista — Foto: Arquivo pessoal
Suspeito foi atendido no local pelo Samu e levado ao hospital, em Boa Vista — Foto: Arquivo pessoal

BOA VISTA — Um homem de 49 anos foi hospitalizado na madrugada desta quarta-feira (1º) após ser flagrado cometendo o crime de zoofilia no bairro Senador Hélio Campos, zona Oeste da capital. O suspeito foi agredido com pedaços de madeira por um grupo de moradores revoltados com a situação.


De acordo com informações do relatório da Polícia Militar, uma testemunha relatou que o homem foi visto abusando sexualmente de uma égua. Ao notar que havia sido descoberto e diante dos gritos das pessoas que presenciaram a cena, o suspeito fugiu do local. No entanto, minutos depois, ele retornou ao endereço e repetiu o ato.


Ao presenciarem a reincidência, cerca de oito moradores perseguiram o homem. O grupo utilizou pedaços de madeira para agredir o suspeito, que acabou desmaiando em via pública devido à gravidade dos ferimentos.


Atendimento Médico e Lesões

Quando a guarnição da Polícia Militar chegou ao local, encontrou o homem caído. Ele apresentava um corte profundo na cabeça e uma aparente fratura no braço direito. Ao ser questionado pelos policiais, o próprio homem confirmou ter sido agredido pela população após ter sido visto com o animal.


Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para prestar os primeiros socorros. O homem foi encaminhado ao Pronto-Socorro do Hospital Geral de Roraima (HGR), onde permaneceu internado sob observação médica. Os autores das agressões não foram identificados no local.


Contexto Legal

A Polícia Militar registrou a ocorrência como crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Por se tratar de um equino, a legislação brasileira prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.


Embora a revolta popular tenha sido motivada pelo flagrante de abuso, a conduta dos agressores também configura ilícito penal. Caso venham a ser identificados pela Polícia Civil, os envolvidos no linchamento poderão responder por lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, além do crime de exercício arbitrário das próprias razões (popularmente conhecido como "justiça com as próprias mãos").


O espaço do Portal Hermes Vissotto segue aberto para manifestações da Polícia Civil de Roraima a respeito do andamento das investigações sobre o caso.


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