Fim de uma era no crime: Quem era ‘El Mencho’ e o rastro de caos após sua morte no México.
- Hermes Vissotto

- há 13 horas
- 2 min de leitura

O México e as agências de inteligência dos Estados Unidos confirmaram, neste último domingo (22), a morte de Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes, o líder supremo do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). O impacto da notícia foi imediato: uma onda de violência sem precedentes atingiu o país, forçando o fechamento de escolas e paralisando estados inteiros.
O Perfil: De policial a um dos homens mais procurados do mundo

Antes de se tornar o "inimigo número um" das autoridades mexicanas e americanas, Nemesio Oseguera Cervantes teve uma trajetória irônica: chegou a atuar como policial no estado de Jalisco. No entanto, sua migração para o crime organizado foi meteórica.
Fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) na década de 2010, El Mencho preencheu o vácuo de poder deixado pela prisão de Joaquín “El Chapo” Guzmán. Sob seu comando, o cartel se transformou em uma "corporação do crime", controlando rotas globais de fentanil e metanfetamina com presença em mais de 40 países. Com um perfil discreto e quase sem fotos recentes, ele era alvo de uma recompensa de US$ 15 milhões oferecida pelo governo dos Estados Unidos.
A Operação: O cerco final em Tapalpa
A queda do império de El Mencho ocorreu em uma operação militar cirúrgica em Tapalpa, Jalisco. De acordo com a Secretaria de Defesa Nacional do México, a ação foi fruto de meses de inteligência compartilhada com agências americanas.
Durante a abordagem, os militares foram recebidos com forte resistência. O cartel utilizou armamento pesado, incluindo lançadores de foguetes projetados para derrubar aeronaves. No confronto, quatro integrantes do grupo criminoso foram mortos e El Mencho foi atingido. O líder do tráfico chegou a ser resgatado com vida para transporte aéreo, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho da Cidade do México.
O desafio agora, segundo analistas de segurança, é prever o destino do CJNG. Sem o comando centralizador de El Mencho, o receio é que o cartel se fragmente em células menores e ainda mais violentas, disputando o espólio bilionário deixado pelo narcotraficante.

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