Fim da escala 6x1: Como votou a bancada de Roraima na Câmara dos Deputados.
- Hermes Vissotto

- 28 de mai.
- 2 min de leitura

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da jornada de trabalho na escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). O texto aprovado reduz o limite de 44 para 40 horas semanais, estabelecendo o modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5x2).
A proposta, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), contou com ampla maioria em plenário, registrando 461 votos favoráveis no primeiro turno e 472 no segundo. O texto agora segue para apreciação do Senado Federal.
No cenário regional, a bancada de Roraima mostrou forte alinhamento com a mudança: sete dos oito parlamentares do estado votaram a favor da PEC. Apenas um deputado roraimense se posicionou contra.
O Placar de Roraima: 7 x 1
Confira como se posicionou cada deputado do estado e as principais justificativas apresentadas:
Os votos a FAVOR da PEC
Os parlamentares roraimenses que apoiaram a proposta centraram seus discursos na bandeira da dignidade humana e na melhoria das condições de vida da classe trabalhadora:
Albuquerque (Republicanos-RR)
Defensor Stélio Dener (União Brasil-RR): Defendeu que a medida traz mais qualidade de vida, produtividade e respeito.
Duda Ramos (Podemos-RR)
Gabriel Mota (União Brasil-RR)
Helena Lima (PSD-RR): Ressaltou a importância de garantir descanso e dignidade “para quem move o nosso País”.
Pastor Diniz (União Brasil-RR): Afirmou que o trabalhador merece tempo com a família e melhores condições de vida.
Zé Haroldo Cathedral (União Brasil-RR): Lembrou a rotina do trabalhador que enfrenta transporte público lotado diariamente e pontuou que "o Brasil é um dos países que mais exigem horas de trabalho no mundo e a gente precisa ter a coragem de olhar pra isso de frente".
O voto CONTRA a PEC
O deputado Nicoletti (PL-RR) foi a única voz divergente na bancada roraimense. Ele justificou seu voto contrário alertando para possíveis consequências econômicas negativas:
Risco de desemprego: Segundo o parlamentar, a conta da mudança será paga pelas pequenas e médias empresas.
Fuga de capital: Nicoletti citou o exemplo de mais de 232 empresas brasileiras que migraram para o Paraguai em busca de menores encargos trabalhistas (onde a jornada é de 48 horas e não há FGTS).
Crítica política: O deputado afirmou que preferiu manter seus princípios a "mentir para o trabalhador às vésperas de eleição dizendo que ele vai trabalhar menos e ganhar a mesma coisa".
Próximos Passos
Após passar pelo crivo dos deputados, a PEC que altera a jornada de trabalho dos brasileiros aguarda a abertura de discussões nas comissões e no plenário do Senado Federal. A proposta prevê uma transição gradual e leis específicas para regulamentar algumas carreiras.
Fique por dentro: O Portal Hermes Vissotto continuará acompanhando o desdobramento desta e de outras matérias de impacto para o trabalhador e para a economia de Roraima.

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