União Progressista contesta coligação de Soldado Sampaio no TRE-RR.
- Hermes Vissotto

- há 2 dias
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Medida pode impactar a chapa e a candidatura da ex-deputada federal Shéridan Ramos
BOA VISTA - A disputa eleitoral em Roraima ganhou um novo capítulo de tensão jurídica. A União Progressista formalizou junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) uma Ação de Impugnação ao Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), questionando a entrada dos partidos Podemos e Agir na coligação "Roraima Segue em Frente", que apoia a candidatura de Soldado Sampaio (Republicanos) ao governo do estado.
A ação, assinada pelo presidente estadual da federação, senador Dr. Hiran (Progressistas-RR), na última quarta-feira (19), levanta pontos cruciais sobre a formação da aliança.
Os argumentos da União Progressista
Segundo a federação, a coligação original era composta exclusivamente pelo Republicanos e pelo PSD, conforme deliberado em convenção. A inclusão posterior do Podemos e do Agir, deferida por despacho judicial com base apenas em atas internas dessas legendas, é alvo de contestação.
A União Progressista argumenta que:
Atos unilaterais de terceiros não substituem a concordância do grupo.
Houve falha de procedimento, pois o cartório eleitoral não republicou o edital para dar publicidade à nova composição.
A alteração exigiria a reabertura do prazo legal de contestação.
A ação requer que o tribunal julgue o mérito do pedido antes da análise do registro dos candidatos ao Senado e pede a exclusão definitiva do Podemos e do Agir da coligação. O desfecho pode afetar diretamente a distribuição do tempo de rádio e TV da aliança e, potencialmente, a candidatura da ex-deputada federal Shéridan Ramos.
O que dizem os envolvidos
Em nota, a coligação "Roraima Segue em Frente" garantiu que o registro da chapa seguiu rigorosamente os trâmites legais, incluindo a candidatura de Shéridan, e afirmou que apresentará sua defesa no momento oportuno, confiando na regularidade dos documentos apresentados no DRAP.
O deputado estadual Renato Silva, presidente estadual do Podemos, classificou o direito de questionamento como legítimo e democrático, mas assegurou que a coligação está tranquila e aguardará com serenidade a decisão da Justiça Eleitoral.
Já Alexandre Gambim, presidente estadual do Agir, recebeu a notícia com estranheza, reforçando que o partido está à disposição da Justiça e que, caso o pedido seja aceito, o Agir não sofrerá impacto, uma vez que seu foco são as candidaturas proporcionais a deputado estadual.

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