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Filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao partido Missão usou dados fictícios como “Rua dos Bandidos, nº 666”.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 3 dias
  • 1 min de leitura
O senador Flávio Bolsonaro durante painel do Fórum VEJA Rumos do Brasil, em São Paulo (Germano Luders/VEJA)
O senador Flávio Bolsonaro durante painel do Fórum VEJA Rumos do Brasil, em São Paulo (Germano Luders/VEJA)

O partido Missão divulgou um relatório técnico detalhando as irregularidades constatadas no cadastro que registrou indevidamente a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à legenda.



O documento aponta que o registro foi realizado por um autor ainda não identificado, que utilizou informações totalmente fictícias para preencher o formulário. Entre os dados inseridos, constavam o endereço “Rua Dos Bandidos, nº 666”, localizado no “Bairro Miliciano” (Rio de Janeiro/RJ), além de número de CPF genérico (123.456.789-09) e título eleitoral divergentes dos dados reais do parlamentar.


Tentativa de doação via Pix e posicionamento do TSE

Além do cadastro falso, o responsável pela fraude tentou registrar uma doação eleitoral de R$ 4,7 mil em nome do senador. No entanto, duas tentativas de transação via Pix foram automaticamente bloqueadas pelo sistema.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou a ocorrência de um ataque hacker aos seus sistemas. Segundo a Justiça Eleitoral, houve uso indevido da ferramenta de gestão partidária por uma pessoa que possuía credenciais de acesso válidas no sistema do partido Missão.


Situação regularizada

A filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) já foi formalmente restabelecida na Justiça Eleitoral. O relatório e os dados do acesso foram encaminhados às autoridades competentes para a abertura de investigação e identificação do autor da fraude.


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