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Eleição suplementar: TRE-RR pede apoio aéreo ao TSE para levar urnas a locais isolados por chuvas.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 5 de jun.
  • 2 min de leitura
Comunidade indígena Ingarikó, no Uiramutã, após fortes chuvas dos últimos dias em Roraima — Foto: Defesa Civil de Uiramutã/Divulgação
Comunidade indígena Ingarikó, no Uiramutã, após fortes chuvas dos últimos dias em Roraima — Foto: Defesa Civil de Uiramutã/Divulgação


Boa Vista (RR) — O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) formalizou um pedido de apoio logístico urgente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a realização da eleição suplementar marcada para o dia 21 de junho. O órgão solicita aeronaves das Forças Armadas para transportar urnas eletrônicas e equipamentos de transmissão a 22 comunidades indígenas e vilas isoladas pelas fortes chuvas que atingem o estado.


Segundo dados da Defesa Civil Estadual e do Corpo de Bombeiros, o rigor do inverno amazônico já afetou quase 50 mil pessoas em Roraima. O relatório técnico aponta que as precipitações bloquearam 44 trechos de estradas, sendo que seis pontos estão totalmente interditados devido a pistas alagadas ou pontes destruídas.


A falta de acesso terrestre coloca em risco o exercício do voto, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios tradicionais. Os municípios de Uiramutã, Normandia e Bonfim concentram os cenários mais críticos.


Logística aérea atende 22 comunidades em seis municípios

O plano de contingência estruturado pelo TRE-RR mapeou rotas aéreas exclusivas para levar a estrutura do pleito até as regiões isoladas. A operação envolve o transporte de:

  • Urnas eletrônicas;

  • Computadores de suporte;

  • Antenas de transmissão via satélite (essenciais para o envio dos dados de apuração).

A ajuda aérea será distribuída entre comunidades e vilas localizadas em seis municípios: Uiramutã, Normandia, Bonfim, Pacaraima, Cantá e São Luiz do Anauá.


Cenário crítico em Uiramutã isola o povo Ingarikó

O município de Uiramutã apresenta a situação de maior complexidade logística. No local, 14 comunidades do povo Ingarikó estão completamente ilhadas após a queda da ponte sobre o rio Cambarú, na rodovia BR-433.


Com a interrupção total do tráfego terrestre, mais de 2.100 moradores da região dependem exclusivamente do modal aéreo para transporte e comunicação. O problema de acessibilidade também afeta severamente outras localidades assistidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste.


Alerta Meteorológico: O pedido de suporte militar corre contra o tempo. Previsões do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam que o volume de chuvas deve permanecer acima da média até julho, o que tende a prolongar o isolamento das comunidades afetadas.


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