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ELEIÇÃO SUPLEMENTAR 2026: Arthur Henrique vence nas urnas com 60,87%, mas Roraima entra em compasso de espera jurídico.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
Imagem Reprodução Instagram
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BOA VISTA - O eleitorado de Roraima foi às urnas neste domingo (21) para definir o comando do Executivo Estadual em uma eleição suplementar atípica. O ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), consolidou seu favoritismo e obteve uma vitória expressiva nas urnas, alcançando 60,87% dos votos válidos (160.004 votos).


Uma curiosodade: Arthur Henrique tem 160 mil seguidores no Instagram e obteve cerca de 160 mil votos.
Uma curiosodade: Arthur Henrique tem 160 mil seguidores no Instagram e obteve cerca de 160 mil votos.

O segundo colocado, o deputado estadual e governador interino Soldado Sampaio (Republicanos), somou 35,72% (93.897 votos), seguido por Nelita Frank (PT), que obteve 3,40% (8.948 votos).


Apesar da ampla vantagem numérica, o resultado não garante a Arthur Henrique a cadeira de governador de forma imediata. Por ter disputado o pleito sob a condição de sub judice, a validação de sua vitória e a própria estabilidade política do estado dependem agora de uma decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília.


O Nó Jurídico: Entenda o que é o 'Sub Judice' nesta eleição

O imbróglio que congelou o resultado oficial começou semanas antes da votação. O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) indeferiu o registro de candidatura de Arthur Henrique por descumprimento dos prazos de desincompatibilização, o período legal em que um gestor precisa deixar o cargo para concorrer a outro.


A defesa do candidato argumenta que a desincompatibilização retroativa era impossível de ser cumprida, uma vez que o calendário do pleito suplementar foi definido de forma repentina. A regra inicial do TRE-RR permitia o afastamento em até 24 horas após as convenções partidárias, mas essa flexibilização foi derrubada por uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, fazendo valer os prazos tradicionais da Lei Complementar nº 64/90 (de três a seis meses).


Como Arthur Henrique renunciou à prefeitura de Boa Vista menos de dois meses antes do pleito extra, a Corte regional barrou seu registro. Ele recorreu e, por isso, pôde ter o nome e a foto na urna eletrônica, mas os seus votos foram computados tecnicamente como "anulados sub judice".


O que acontece agora? Os próximos passos do calendário

De acordo com a resolução que regulamenta a eleição suplementar, os prazos legais continuam correndo enquanto Brasília não se posiciona:

  • Até sexta-feira, 26 de junho: Prazo final para o TRE-RR proclamar o resultado dos candidatos a governador e vice. Devido à situação jurídica, a chapa de Arthur não poderá ser declarada eleita nesta data, a menos que haja uma liminar superior revertendo o indeferimento.

  • Até 13 de julho: Data limite para a diplomação dos eleitos.

  • Julho de 2026 a 6 de janeiro de 2027: Período do mandato-tampão da chapa que assumir o governo.


O Cenário de Incerteza: Se o TSE acolher o recurso de Arthur Henrique, os 160.004 votos são validados imediatamente, e ele é diplomado governador. Caso o tribunal mantenha o indeferimento em última instância, os votos são definitivamente anulados. Como o candidato do PL obteve mais da metade da votação total, a legislação eleitoral prevê a necessidade de convocação de um novo pleito suplementar.


Enquanto o impasse jurídico não se resolve, o estado permanece sob a liderança interina de Soldado Sampaio. O desdobramento deste julgamento desenhará não apenas o comando imediato de Roraima para o segundo semestre, mas também ditará o tom das articulações para as eleições regulares de outubro.


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