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CESTA BÁSICA: Valor Sobe em 24 Capitais e Salário Mínimo Necessário Deveria ser de R$ 7,1 mil.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

O bolso do brasileiro começou 2026 sob pressão. Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Conab, o valor do conjunto de alimentos essenciais aumentou em 24 das 27 capitais brasileiras no mês de janeiro. O levantamento acende um alerta sobre a segurança alimentar e o poder de compra das famílias, especialmente em um cenário onde o salário mínimo nominal ainda está longe de suprir as necessidades básicas previstas na Constituição.


O abismo entre o real e o necessário

Mensalmente, o DIEESE calcula o Salário Mínimo Necessário. Este valor estima quanto um trabalhador deveria ganhar para sustentar uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças), cobrindo gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, higiene, transporte e lazer.


Para janeiro de 2026, o montante calculado foi de R$ 7.177,57. Com o salário mínimo oficial fixado em R$ 1.621,00, a discrepância é gritante: o valor ideal é mais de 4,4 vezes superior ao piso nacional vigente.


Capitais em destaque: Onde é mais caro comer?

A pesquisa revela que a região Sudeste e o Centro-Oeste continuam apresentando os custos mais elevados. No topo da lista, São Paulo lidera como a capital com a cesta básica mais cara do país, aproximando-se da marca de R$ 860,00.



Impacto na vida das famílias

O aumento nos alimentos básicos tem um efeito cascata na economia doméstica. Para quem recebe um salário mínimo, a cesta básica em São Paulo, por exemplo, consome sozinha mais de 50% do rendimento líquido do trabalhador. Isso obriga as famílias a priorizarem a alimentação em detrimento de outras necessidades essenciais, como saúde e lazer, aumentando o risco de endividamento e insegurança alimentar.


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