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IGOR KANNÁRIO: Quem é o cantor que bloqueou Ivete e criou a maior treta no carnaval.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Igor Kannário | Reprodução Instagram
Igor Kannário | Reprodução Instagram

De um lado, a "Rainha do Axé", Ivete Sangalo. Do outro, o fenômeno das massas e voz da periferia, Igor Kannário. Mas afinal, quem é o artista que teve a audácia de bloquear a maior estrela do Brasil e gerar a maior polêmica da folia?


Igor Kannário não é um movimento social em forma de pagode baiano. Conhecido como o "Príncipe do Gueto", Kannário consolidou sua carreira por meio da banda A Bronkka e, posteriormente, em carreira solo, arrastando multidões na maior "pipoca" (o bloco sem cordas) do mundo.


Sua trajetória é marcada por composições que narram a realidade das favelas, o preconceito racial e a luta pela sobrevivência. Com produções que misturam a batida frenética do pagode com letras de afirmação, ele se tornou uma figura política, chegando a ocupar cargos no Legislativo, e um símbolo de resistência para quem se sente invisibilizado pelo brilho comercial do Circuito Barra-Ondina.


O Estopim: "Ivete veio me enxergar ontem?"

A paz no Carnaval foi quebrada quando Kannário revelou, em entrevista, que havia bloqueado Ivete Sangalo nas redes sociais. O motivo? O tempo de reconhecimento. Ao perceber que a cantora passou a segui-lo apenas agora, o artista disparou:


"Rainha é a minha mãe. Eu tenho 25 anos de carreira. Por que depois de tanto tempo ela resolveu me seguir agora? Quando eu estava no meu aperto, pedindo socorro, ela não disse 'deixa o menino trabalhar'."


Para Kannário, a atitude de Ivete foi tardia e não apaga anos de falta de convites para parcerias ou apoio público dentro da indústria fonográfica baiana, da qual ele sempre se sentiu excluído.


A Réplica: "Quem tem filho grande é elefante"

Ivete Sangalo, conhecida por sua diplomacia, não deixou o comentário passar em branco. Do alto de seu trio no Bloco Coruja, ela lançou uma frase que ecoou como um míssil: "Quem tem filho grande é elefante".


A metáfora foi clara para o público e para os críticos: Ivete sinalizou que não tem a obrigação de ser a "mãe" ou a madrinha de artistas já estabelecidos. A declaração dividiu opiniões. De um lado, fãs da cantora defendem que ela não deve nada a ninguém; do outro, admiradores de Kannário enxergam na fala a confirmação do distanciamento que as estrelas do "eixo comercial" mantêm dos artistas da periferia.


A treta entre Ivete e Kannário no Portal Hermes Vissotto é lida para além do ego. Ela reflete a tensão histórica entre o Axé Music, que dominou as rádios e os camarotes, e o Pagode Baiano, que domina as ruas. O bloqueio de Kannário é um grito de independência de um artista que cansou de esperar a validação de quem sempre esteve no topo.


A folia termina, mas o debate sobre quem são os verdadeiros donos da festa e o papel do apoio mútuo entre os artistas baianos está longe de um fim.



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