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Após cancelamento de debate na TV, Lula e Flávio Bolsonaro concentram audiência em transmissões digitais.

Foto do escritor: Hermes Vissotto
Hermes Vissotto
há 7 horas
2 min de leitura
Flávio Bolsonaro e Lula | Crédito Montagem: Hermes Vissotto.
Flávio Bolsonaro e Lula | Crédito Montagem: Hermes Vissotto.

Entrevista do presidente ao Flow Podcast atinge 10 milhões de visualizações, enquanto live do candidato do PL ultrapassa 5 milhões de acessos após alterações judiciais no formato do encontro da TV Globo.


A noite de quinta-feira (1º de outubro) marcou uma virada inédita na dinâmica da cobertura política digital. Após o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo, as transmissões pela internet tornaram-se o principal palco de audiência dos candidatos.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia declinado da participação no debate de televisão, cumpriu agenda no Flow Podcast. A entrevista alcançou 10 milhões de visualizações no YouTube até a manhã desta sexta-feira (2), atingindo um pico de audiência simultânea de aproximadamente 1,65 milhão de espectadores e mantendo uma média perto de 1,5 milhão de conexões durante as quase duas horas de transmissão. O índice superou o recorde anterior registrado pelo próprio presidente no mesmo programa durante a campanha eleitoral de 2022.



Por sua vez, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), que havia confirmado presença na emissora de TV, desistiu de participar horas antes do início do evento devido às recentes determinações judiciais. Em resposta, o senador realizou uma transmissão ao vivo em suas plataformas digitais, acumulando 5 milhões de visualizações no mesmo período.


Reviravoltas judiciais e cancelamento do debate

A programação original do debate na TV previa a participação de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, além do convite a Lula. No entanto, uma série de decisões judiciais alterou a estrutura do programa na reta final:


  1. Inclusão de candidatos: O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Romeu Zema no encontro. Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes (STF) decidiu pela inclusão de Renan Santos.

  2. Regras sobre o candidato ausente: A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a emissora não poderia exibir uma cadeira vazia reservada a Lula nem permitir que os demais candidatos fizessem perguntas direcionadas ao presidente ausente, ponto que constava nas regras previamente acordadas entre a emissora e as assessorias das campanhas.


Diante do novo cenário jurisprudencial e da posterior desistência de Flávio Bolsonaro, a TV Globo anunciou o cancelamento do debate. Em nota oficial, a emissora justificou a medida apontando "insegurança jurídica" provocada pelas constantes mudanças nas regras do programa em cima da hora.


Com o cancelamento do embate televisivo, o público interessado no cenário político migration massivamente para o ambiente digital, consolidando os canais independentes e transmissões privadas como os principais vetores de engajamento nesta reta final da disputa.



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