Alerta de Desabastecimento: Caminhoneiros Iniciam Paralisação Nacional por MP do Frete.
- Hermes Vissotto

- há 1 dia
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Uma nova onda de paralisações pode travar as rodovias brasileiras nos próximos dias. Sob a liderança de Wallace Landim, o "Chorão", presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), os caminhoneiros autônomos iniciaram um movimento de braços cruzados nesta segunda-feira, 13 de julho. A categoria exige que o Senado Federal vote em caráter de urgência a Medida Provisória nº 1.343/2026, mais conhecida como a MP do Piso do Frete.
O movimento corre contra o relógio: se não for votada pelo plenário do Senado até o próximo dia 16 de julho, a medida perderá a validade.
O que está em jogo?
A MP do Piso do Frete endurece as regras de fiscalização e amplia as punições para empresas e embarcadores que contratarem serviços de transporte abaixo dos valores mínimos estipulados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo as lideranças da categoria:
Prejuízo para os autônomos: Sem a aprovação da MP, o transporte rodoviário só se mantém viável para caminhões de grande porte, asfixiando os pequenos transportadores e motoristas autônomos.
Impacto dos combustíveis: A medida havia sido editada pelo governo em março junto com subsídios para o diesel, uma tentativa de conter a escalada de preços gerada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio.
Impasse Político no Senado
Embora o texto já tenha recebido o sinal verde da Câmara dos Deputados, a votação travou no Senado. De acordo com Chorão, o projeto virou refém de um embate político entre o Palácio do Planalto e o senador Davi Alcolumbre, motivado por divergências sobre indicações de cargos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto Brasília discute nos bastidores, o sector de logística do país fica em suspensão.
O que esperar para os próximos dias?
Ainda não há dados oficiais sobre o tamanho do bloqueio nas primeiras horas do dia, mas o clima é de forte mobilização.

"A categoria está muito mais organizada do que na greve de 2018", afirmou Chorão.
A expectativa da liderança é que cerca de 60% da categoria adira ao movimento caso o Congresso sinalize omissão. Os caminhoneiros prometeram aguardar um posicionamento oficial do Senado até esta terça-feira. Caso as negociações não avancem, o movimento promete fechar o cerco e ampliar os protestos em portos e principais rodovias do país.
O portal Hermes Vissotto segue acompanhando o monitoramento das estradas e os desdobramentos políticos em Brasília.

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