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PF aciona autoridades da Argentina após suspeita de fuga de Flávio Bolsonaro.

Foto do escritor: Hermes Vissotto
Hermes Vissotto
há 7 horas
2 min de leitura


Governo brasileiro verifica registros de fronteira após notícias sobre suposta viagem em voo privado; prazo fixado pelo STF para entrega de passaportes encerra nesta terça-feira (27).


O governo brasileiro acionou as autoridades da Argentina diante de um possível risco de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Polícia Federal (PF) também iniciou a checagem de registros nos postos de controle de fronteira entre os dois países.   


A movimentação ocorreu após a publicação do portal argentino Infobae, nesta terça-feira (27), afirmando que o parlamentar teria cruzado a fronteira rumo ao país vizinho a bordo de um voo privado. A informação, contudo, até o momento não foi confirmada por órgãos oficiais.   


Aliados do senador afirmam que ele permanece no Brasil. Em contrapartida, o governo do presidente argentino Javier Milei declarou que não há registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país por rotas migratórias formais. O governo brasileiro informou que ainda busca confirmação sobre o paradeiro exato do parlamentar.   


Prazo para entrega de passaportes no STF

A apuração ocorre no mesmo dia em que vence o prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes. O senador foi intimado pessoalmente pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira (26) para cumprir a determinação judiciária.   


Além da retenção dos documentos de viagem, a decisão do STF determina o cancelamento do passaporte brasileiro em nome de Flávio Bolsonaro e proíbe qualquer tipo de contato entre o parlamentar e o empresário e advogado Willer Tomaz.   


Investigação por lavagem de dinheiro

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são investigados no mesmo inquérito que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, focado no apuramento de denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.   


Tomaz, que também foi alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada para apurar irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deixou o Brasil recentemente e reside atualmente nos Estados Unidos.   


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