OZEMPIC: Fim da patente promete reduzir preços em até 50%.
- Hermes Vissotto

- há 12 horas
- 2 min de leitura

A partir da próxima semana, o princípio ativo semaglutida perde exclusividade no Brasil. Projeções indicam que o setor pode dobrar de tamanho e atingir R$ 20 bilhões ainda em 2026.
Uma verdadeira revolução na saúde pública e no mercado farmacêutico brasileiro está prestes a acontecer. Faltando apenas oito dias para a data limite, o próximo dia 20 de março de 2026 —, a patente da semaglutida, o aclamado princípio ativo por trás do Ozempic, chegará ao fim no Brasil.
A mudança encerra a exclusividade de produção da gigante dinamarquesa Novo Nordisk, abrindo caminho para que laboratórios nacionais lancem suas versões genéricas e similares. Para os milhões de brasileiros que convivem com obesidade e diabetes tipo 2, a novidade se traduz em uma palavra muito aguardada: acesso.
Um Mercado de R$ 20 Bilhões
O fenômeno não é apenas clínico, mas econômico. A semaglutida impulsionou uma revolução global no tratamento metabólico e transformou a Novo Nordisk na empresa mais valiosa da Europa. No Brasil, o apetite por essas medicações é gigantesco.
Com a queda dos preços e a popularização do acesso, a expectativa da indústria é que o mercado nacional para tratamentos de obesidade e diabetes dobre de tamanho já em 2026, atingindo a impressionante marca de R$ 20 bilhões.
O Que Esperar Agora?
Grandes farmacêuticas brasileiras já estão com suas linhas de produção preparadas aguardando a data. Nas próximas semanas, as prateleiras das farmácias devem começar a receber as novas embalagens.
Contudo, médicos endocrinologistas reforçam um alerta essencial: a democratização do preço não elimina a necessidade de prescrição. A semaglutida é um medicamento potente, com efeitos colaterais que exigem acompanhamento profissional, e não deve ser utilizado de forma estética ou sem orientação clínica rigorosa.
A revolução começou. E, a partir do dia 20 de março, ela passa a ter sotaque brasileiro.

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