Operação Moriarty: Marido da deputada Helena da Asatur é alvo da PF em investigação de R$ 4 milhões em Roraima.


BOA VISTA — O empresário do ramo de transportes Renildo Evangelista Lima, marido da deputada federal e candidata ao Senado por Roraima, Helena da Asatur (PSD), foi alvo da Operação Moriarty, deflagrada pela Polícia Federal. A ação investiga a origem e a destinação de R$ 4 milhões em espécie que foram apreendidos em Boa Vista no início de setembro. Conforme apontam as apurações da PF, há suspeitas de que o valor expressivo seria direcionado para financiamento de campanha eleitoral.
Entenda o Caso
A quantia milionária havia sido apreendida no dia 4 de setembro em posse do empresário da construção civil Luiz Coelho de Brito e de um policial militar aposentado, logo após o saque do montante em uma agência bancária da capital roraimense. Na ocasião, Brito teve o celular e o valor recolhidos pela PF.
Em sua defesa, Luiz Brito alegou que o dinheiro se referia a um adiantamento de contrato recente com a empresa Voare para obras de recuperação de pista e serviços de engenharia, quantia que seria voltada ao pagamento de fornecedores.
Provas e Vínculos de Campanha
No entanto, a investigação da Polícia Federal identificou trocas de mensagens entre Renildo Lima e Luiz Brito que indicam uma possível conexão entre o montante apreendido e as atividades políticas de Helena da Asatur. Registros do dia 28 de agosto mostram que Renildo enviou a Brito um vídeo sobre pesquisas eleitorais da candidatura da esposa e, em resposta, o empresário enviou um comprovante de provisionamento do saque dos R$ 4 milhões.
Além do vínculo familiar, Renildo Lima é declaradamente um dos doadores da campanha da esposa, tendo repassado R$ 36 mil à candidatura. A campanha de Helena declarou um total de R$ 3.039.500,00 em receitas, sendo R$ 3 milhões provenientes da direção nacional do PSD.
Renildo é proprietário das empresas Asatur e Voare Táxi Aéreo, esta última contratada para prestação de serviços de transporte aéreo em ações de saúde na Terra Indígena Yanomami.
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Renildo Lima e a deputada Helena da Asatur não haviam se manifestado sobre as ações da Polícia Federal.

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