Operação Deface: Polícia Civil prende em Bauru suspeito de ataque hacker contra a FEMARH.
- Hermes Vissotto

- há 1 dia
- 2 min de leitura

Ação conjunta entre as polícias de Roraima e São Paulo desarticulou esquema que visava sistemas da Fundação Estadual do Meio Ambiente.
BAURU (SP) – Uma força-tarefa composta pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) e pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (2), um mandado de prisão contra um homem de 28 anos, identificado pelas iniciais G.F.C.M., suspeito de liderar ou participar de ataques cibernéticos contra órgãos públicos.
A prisão ocorreu na cidade de Bauru, interior de São Paulo, no âmbito da Operação Deface. O alvo é investigado por envolvimento direto em um ataque hacker contra os sistemas da FEMARH (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima).
Investigação e Inteligência
O caso estava sob a mira da DERCC (Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos) desde janeiro deste ano. Segundo o delegado titular da unidade, Eduardo Patrício, a captura foi o desfecho de um trabalho minucioso de rastreamento digital.
“Foi uma investigação técnica e detalhada que permitiu identificar o suspeito e reunir elementos suficientes para a representação pelas medidas judiciais cabíveis. A partir disso, foi possível realizar a operação que resultou na prisão do investigado”, afirmou o delegado
.
Itens Apreendidos
Durante a ação em solo paulista, foram apreendidos materiais que reforçam as evidências do crime, incluindo:
Equipamentos de rede (roteadores e modems);
Dispositivos móveis (smartphones);
Diversos cartões bancários, que podem indicar a monetização de invasões ou fraudes paralelas.
O que é "Deface"?
O nome da operação faz referência ao termo técnico defacement (pichação digital), uma técnica hacker utilizada para modificar o conteúdo visual de um site, geralmente para exibir mensagens políticas, protestos ou apenas para demonstrar vulnerabilidades no sistema de segurança da instituição atacada.
O investigado agora permanece à disposição da Justiça, enquanto a polícia segue analisando os materiais apreendidos para identificar se houve a participação de outros criminosos ou o vazamento de dados sensíveis da fundação roraimense.

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