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Médica é agredida no HGR e CRM se posiciona.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 13 horas
  • 3 min de leitura
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Confusão teria iniciado após paciente e acompanhante, que também são da área da saúde, questionarem a conduta médica e a administração de medicamentos. Sesau e CRM-RR emitiram notas de repúdio.


Uma médica plantonista, identificada pelas iniciais L.S., de 25 anos, relatou ter sido vítima de agressão física dentro do Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista, na noite desta sexta-feira (27), durante o atendimento a uma paciente.


Segundo o relato da profissional, a confusão começou ainda na triagem. A paciente e sua acompanhante, ambas atuantes na área da saúde, embora não estivessem em exercício profissional no momento, exigiram prioridade no atendimento e passaram a questionar a conduta da equipe do hospital. A médica afirma que, mesmo diante do clima tenso, a paciente recebeu atendimento em poucos minutos, com a administração de medicação para dor e posterior encaminhamento à sala de medicação.


Pouco tempo depois, a médica foi chamada ao local após novos questionamentos sobre a forma de administração do medicamento. Conforme o relato, a acompanhante contestava o procedimento realizado e fazia críticas aos profissionais da unidade. A médica afirma que foi até a sala exclusivamente para esclarecer a conduta adotada.


“A forma que a medicação foi feita foi por outro colega. Eu fui pra sala apenas pra orientar que estava correta a administração”, relatou a plantonista.


Ainda segundo a profissional, mesmo após a explicação, as discussões continuaram dentro da sala de medicação, na presença de outros pacientes e funcionários.


Agressão e registro policial

Relatório feito após o episódio | Foto: Arquivo pessoal
Relatório feito após o episódio | Foto: Arquivo pessoal

Ao tentar deixar o local, a médica afirma que foi agredida pela paciente com um soco que atingiu sua orelha. Após a agressão, a Polícia Militar foi acionada e a ocorrência foi registrada como Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A médica relatou ter enfrentado dificuldades no encaminhamento inicial para a realização do exame de corpo de delito.


O relato aponta ainda que uma outra profissional de saúde do HGR quase foi agredida ao tentar intervir na situação. A paciente envolvida permaneceu na unidade após o episódio e, posteriormente, deixou o local por conta própria.


O que diz a Sesau?

Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou, por meio de nota, que repudia veementemente a agressão física sofrida pela médica, que atua há um ano e seis meses no Pronto-Socorro Airton Rocha. A pasta confirmou que a agressão ocorreu após uma discordância em relação à prescrição médica.


A Sesau afirmou que a equipe do hospital prestou apoio imediato à médica e adotou todas as providências necessárias, incluindo o acionamento da Polícia Militar, o registro de Boletim de Ocorrência e o encaminhamento para exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML).


A secretaria destacou que agressões contra profissionais de saúde no exercício da função configuram crime, podendo ser enquadradas como lesão corporal, conforme o Código Penal Brasileiro, além de outras tipificações cabíveis. Por fim, o órgão reforçou que não tolera qualquer tipo de violência contra servidores e que seguirá adotando medidas legais para garantir a segurança das equipes e a continuidade do atendimento à população.


CRM-RR emite Nota de Repúdio


O Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR) também se manifestou publicamente sobre o caso. Em nota oficial, o órgão classificou o episódio como um ato inaceitável de violência e ressaltou que ataques a profissionais de saúde não podem, em hipótese alguma, ser normalizados.


O conselho informou que prestou suporte imediato à médica logo após tomar conhecimento do ocorrido e cobrou ação das autoridades: "Reiteramos a necessidade de medidas rigorosas por parte das autoridades competentes para apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, bem como a adoção de políticas efetivas de proteção aos profissionais de saúde", diz o documento.



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