Mpox no Brasil: casos voltam a crescer e outubro registra alta expressiva no número de infectados.


Boa Vista — O acompanhamento epidemiológico da Mpox (varíola dos macacos) no Brasil em 2026 indica uma mudança importante na curva de contágio durante o segundo semestre. Após um período de desaceleração entre os meses de maio e julho, o país voltou a registrar aceleração nos diagnósticos, culminando em uma alta expressiva no mês de outubro.
De acordo com os dados consolidados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde, o Brasil acumula em 2026 o total de 670 casos (sendo 633 confirmados e 37 prováveis), além de 239 casos sob investigação e um óbito registrado.
Escalada a partir de agosto e pico em outubro
A análise mensal demonstra que o contágio iniciou o ano em patamar elevado, alcançando 88 casos em março. Em seguida, houve uma sequência de quedas até o mês de julho, que registrou o menor índice do ano, com 32 notificações.
No entanto, a tendência se inverteu nos últimos três meses:
Agosto: subiu para 45 casos;
Setembro: alcançou 76 casos;
Outubro: atingiu o pico do ano com 119 casos registrados.
A variação de setembro para outubro representa um aumento de 55,3% na quantidade de novos casos em apenas 30 dias. Com esse resultado, a média mensal do período subiu para 67 casos/mês.
Panorama por Unidades da Federação
A distribuição geográfica revela forte concentração na Região Sudeste. O estado de São Paulo lidera o número absoluto de ocorrências, com 288 casos (mais de 43% do total nacional), seguido pelo Rio de Janeiro, com 218 registros. Outros destaques regionais incluem a Bahia (6 casos), o Distrito Federal (6 casos), Minas Gerais (35 casos), o Paraná (15 casos) e Rondônia (20 casos).
Transmissão e Formas de Prevenção
A Mpox é uma doença viral cuja principal forma de contágio ocorre pelo contato direto, pessoal e prolongado com lesões na pele, fluidos corporais ou secreções respiratórias de uma pessoa infectada. A transmissão também pode ocorrer pelo manuseio de materiais e objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais.
Para reduzir os riscos de infecção, a orientação das autoridades sanitárias inclui:
Higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%;
Evitar contato físico direto com indivíduos que apresentem erupções ou lesões visíveis na pele;
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, copos e peças de vestuário;
Manter atenção aos comunicados das secretarias de saúde sobre a aplicação de vacinas voltadas aos públicos prioritários.
O que fazer ao apresentar sintomas?
Os sinais mais frequentes da infecção incluem o surgimento de lesões ou bolhas na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares e inchaço dos linfonodos (ínguas).
Pessoas com suspeita da doença devem:
Buscar atendimento médico imediato na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou pronto-atendimento para coleta de exames e diagnóstico correto.
Permanecer em isolamento domiciliar, evitando contato próximo com outras pessoas e animais de estimação até a completa cicatrização de todas as lesões.
Utilizar máscara cirúrgica e cobrir as erupções cutâneas com roupas compridas caso seja estritamente necessário deslocar-se para assistência médica.
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