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GRITO SILENCIADO: Quando o "Lugar de Afeto" se Torna Cenário de Horror.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 23 de jan.
  • 2 min de leitura
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O que leva um pai a cruzar a linha da sanidade e transformar o próprio filho em um instrumento de vingança? O crime ocorrido na noite desta quinta-feira (22), na Zona Norte de Manaus é um sintoma alarmante de uma sociedade que ainda confunde posse com amor e vingança com justiça.


Fernando Batista de Melo, 48 anos estilhaçou o conceito de "proteção paterna". Em uma kitnet no bairro Cidade de Deus, após uma discussão com a companheira, Fernando trancou-se no banheiro com a criança. O desfecho foi o mais cruel possível: agressão física severa seguida de golpes de faca.


O delegado Fábio Silva, acostumado com a dureza do cotidiano da Delegacia de Homicídios (DEHS), foi enfático: "Em cinco anos, nunca vi nada igual". A brutalidade do ato sugere o que o Direito chama de Vingança Vicariante, quando o agressor ataca um terceiro (geralmente um filho) para causar o sofrimento máximo à sua real vítima (a mãe).


Para o leitor do Portal Hermes Vissotto, é crucial entender que tragédias assim raramente acontecem "do nada". Existe uma escada de violência:

  • Ameaças com Armas Brancas: Horas antes, Fernando foi visto com uma faca ameaçando a mãe. Ameaça é crime e é um alerta vermelho. Nunca subestime uma promessa de mal injusto.

  • O Isolamento como Arma: O ato de se trancar com a criança é o isolamento final. Em situações de conflito agudo, a criança nunca deve ficar a sós com o progenitor que apresenta comportamento instável ou violento.

  • A "Moeda de Troca": Frases como "Se você não for minha, você vai sofrer" ou "Vou tirar o que você mais ama" são indicadores de um potencial crime vicariante.


Um Apelo à Sociedade

A justiça agora busca por Fernando, que fugiu em uma motocicleta. Mas, para além da captura, fica a lição: Direito de Família não é sobre ganhar brigas, é sobre proteger vulneráveis. Nossos tribunais e delegacias precisam de vizinhos atentos, de denúncias precoces (via 181 ou 190) e, acima de tudo, de uma educação emocional que ensine que filhos são seres humanos com direitos próprios, e não extensões da raiva de seus pais.



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