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Grito de Resistência: Leia Agora a Íntegra Traduzida do Discurso Histórico de Delcy Rodríguez Após a Captura de Maduro.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 3 de jan.
  • 2 min de leitura
A vice-presidenta da Venezuela Delcy Rodríguez durante pronunciamento em cadeia nacional, na tarde deste sábado (3) | Crédito: Reprodução/Telesur
A vice-presidenta da Venezuela Delcy Rodríguez durante pronunciamento em cadeia nacional, na tarde deste sábado (3) | Crédito: Reprodução/Telesur

Em um pronunciamento de emergência transmitido em cadeia nacional a partir do Palácio de Miraflores, a vice-presidente Delcy Rodríguez rompeu o silêncio do governo venezuelano poucas horas após a confirmação da captura de Nicolás Maduro.


Visivelmente emocionada, mas mantendo um tom de desafio e firmeza, Rodríguez surgiu ladeada pelo alto comando militar e por membros da cúpula chavista para denunciar o que classificou como um 'sequestro imperialista'.


Sua declaração buscou não apenas tranquilizar a base governista, mas também reafirmar a continuidade do poder estatal e convocar a mobilização popular contra a intervenção estrangeira, estabelecendo o tom de resistência que definiria as horas seguintes no país


Declaração de Delcy Rodríguez:

"Povo da Venezuela, comunidade internacional:


Dirijo-me a vocês em um momento de gravíssima agressão contra a nossa pátria, nossa soberania e nossa dignidade nacional. No dia de hoje, a bota imperialista do governo de Donald Trump executou um ataque bárbaro e covarde em solo sagrado venezuelano.


Denunciamos perante o mundo que o presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e a primeira combatente, Cilia Flores, foram capturados por forças militares estrangeiras. Exigimos do governo dos Estados Unidos uma prova de vida imediata e o respeito absoluto à integridade física e aos direitos humanos de nosso presidente.


Este ataque selvagem não é contra um homem, é contra o povo venezuelano. O objetivo é claro: o roubo descarado de nossos recursos energéticos, do nosso petróleo e dos nossos minerais. Querem converter a Venezuela em uma colônia, mas o povo de Bolívar e Chávez jamais será escravo de nenhum império!


Informo que, seguindo as diretrizes deixadas pelo presidente Maduro antes deste sequestro, o Conselho de Defesa da Nação está em sessão permanente. Ativamos a união cívico-militar em todo o território. Nossas forças de segurança e a Milícia Nacional Bolivariana estão mobilizadas para garantir a ordem interna e a defesa de nossa integridade.

Não se enganem. O governo bolivariano permanece firme. O único presidente da Venezuela é Nicolás Maduro. Como dizia o Libertador na Carta da Jamaica: 'o véu foi rasgado, vimos a luz e agora querem nos devolver às sombras'. Não permitiremos! As correntes foram quebradas para sempre.


Peço ao povo sábio e paciente da Venezuela: calma, unidade e combate. Todos às ruas em defesa da paz e da pátria. Venceremos!"


O discurso de Delcy Rodríguez encerrou-se sob um clima de incerteza absoluta, deixando claro que o governo chavista não reconheceria qualquer autoridade imposta externamente e que a estrutura de poder em Caracas permaneceria fiel à liderança de Maduro, mesmo em sua ausência.


Ao convocar a 'união cívico-militar', a vice-presidente sinalizou que a captura do líder não significava a rendição imediata do Estado, mas sim o início de um novo e perigoso capítulo de resistência interna.


Suas palavras ecoaram como um chamado às armas para as milícias e uma barreira diplomática contra as pretensões de Washington, transferindo para as ruas e para os quartéis o destino imediato da soberania venezuelana.


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