FLAMENGO: Por que a volta de Paquetá pode mudar o futebol brasileiro.
- Hermes Vissotto

- há 2 dias
- 2 min de leitura

O mercado da bola é sobre narrativa, oportunidade e, acima de tudo, poder. Nas últimas horas, o ecossistema do futebol foi sacudido por uma movimentação que parecia impossível há um ano: a repatriação de Lucas Paquetá pelo Flamengo.
Como diz o ditado popular que ecoa nos corredores da Gávea, "o Flamengo não sabe brincar". Mas, para além da provocação entre torcidas, o que essa negociação nos ensina sobre o novo patamar do esporte no Brasil? Vamos dissecar os fatos.
Lucas Paquetá é um ativo de elite mundial. Aos 28 anos, no auge de sua forma física e técnica, sua saída do West Ham para o Brasil desafia a lógica tradicional de que "craque só volta para se aposentar".
Fontes ligadas ao clube e ex-jogadores que acompanham a transição afirmam que o desejo do atleta é o motor principal. Após um período de turbulência emocional na Inglaterra devido a investigações (já esclarecidas) e o desgaste da Premier League, Paquetá busca o que chamamos no jornalismo esportivo de "porto seguro emocional".
Quando um ex-jogador faz essa afirmação, ele se refere à saúde financeira agressiva. Enquanto a maioria dos clubes brasileiros luta para equilibrar as contas, o Flamengo opera com um fluxo de caixa que o permite competir com clubes de médio escalão da Europa.
Poder de Barganha: O Flamengo não está pedindo um empréstimo por caridade; está oferecendo uma compra definitiva que pode chegar aos 40 milhões de euros.
Projeto Esportivo: Oferecer a chance de ser o protagonista do Mundial de Clubes e da Copa do Mundo de 2026 no quintal de casa é um argumento imbatível.
A Análise Tática
Para o leitor que gosta de entender o jogo, a chegada de Paquetá resolve um problema estratégico que Filipe Luís enfrenta desde que assumiu o comando técnico.
Versatilidade: Paquetá é o que chamamos de box-to-box moderno. Ele defende, constrói e finaliza.
Sucessão: Com a transição natural de ídolos como Arrascaeta e De la Cruz, Paquetá assume o bastão da criatividade, trazendo uma intensidade europeia que ainda é rara em gramados sul-americanos.
"Trazer Paquetá agora é como contratar um jogador de videogame no modo fácil. Ele eleva o teto competitivo de todo o elenco", afirma Alicia Klein em análise recente para o UOL.
Sempre defendo que o futebol é jogado primeiro na cabeça. Paquetá precisa estar bem psicologicamente. O peso de ser a contratação mais cara da história traz uma pressão que só quem já vestiu o Manto Sagrado conhece. O Flamengo está oferecendo um ecossistema de proteção e idolatria.
O que esperar
As negociações entraram na fase de "detalhes burocráticos". O West Ham já admite a perda, e o Flamengo prepara uma apresentação cinematográfica no Maracanã. Estamos diante de um marco: se concretizada, esta transferência encerra definitivamente a era em que o Brasil era apenas um exportador de talentos. Agora, nós também os trazemos de volta no auge.
Fique ligado no portal Hermes Vissotto para as próximas atualizações desta que já é a maior novela de 2026.

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