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Estudantes da UFRR erguem bandeiras antifascistas após invasão e destruição de materiais no campus Paricarana.

Foto do escritor: Hermes Vissotto
Hermes Vissotto
há 2 horas
2 min de leitura
Manifestação dos estudantes da Universidade Federal de Roraima de pelo menos 10 cursos da graduação — Foto: Arquivo pessoal
Manifestação dos estudantes da Universidade Federal de Roraima de pelo menos 10 cursos da graduação — Foto: Arquivo pessoal

BOA VISTA — Acadêmicos de pelo menos dez cursos de graduação da Universidade Federal de Roraima (UFRR) ergueram bandeiras antifascistas no campus Paricarana, em Boa Vista, nesta sexta-feira (23). A mobilização dos estudantes ocorre uma semana após episódios de invasão, interrupção de aulas e destruição de materiais informativos registrados na instituição.   


O ato reuniu estudantes e Centros Acadêmicos (CAs) de cursos como Administração, Artes Visuais, Biologia, Ciências Sociais, Direito, Enfermagem, Geografia, Medicina, Medicina Veterinária e Música. Para custear a confecção das bandeiras, os alunos organizaram uma arrecadação coletiva que contou com o apoio da comunidade acadêmica e de apoiadores externos.   


A presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Gabriella Chagas, estudante do curso de enfermagem, destacou o momento de união entre as representações estudantis contra as tentativas de censura no ambiente universitário.   


"É como se eu estivesse vivendo um sonho como presidente do DCE, de ver os centros acadêmicos tão ativos e se unindo contra essa censura que está acontecendo. É um momento muito histórico, os centros acadêmicos estão muito unidos nessa situação", afirmou Gabriella Chagas.   


Entenda o Caso e as Investigações da Polícia Federal

A movimentação estudantil é uma resposta direta aos fatos ocorridos no dia 17 de outubro. Na ocasião, um grupo formado por cerca de cinco pessoas ingressou nos blocos de Direito e do Centro de Ciências Humanas (CCH) da UFRR, interrompeu aulas e retirou cartazes informativos e panfletos políticos. De acordo com a Polícia Militar, os envolvidos alegaram que realizavam uma "fiscalização" de propaganda político-partidária na universidade.   


O caso é alvo de investigação da Polícia Federal. Entre os investigados por suspeita de invasão e destruição de materiais informativos referentes ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), sob a justificativa de combate a fake news, estão o deputado estadual Marcinho Belota (PL) e a influenciadora digital Athally Albuquerque (Republicanos), ex-candidata a deputada federal.   


Posicionamento Oficial da UFRR

A Reitoria da UFRR manifestou "veemente repúdio" aos atos de invasão e depredação registrados. Em nota oficial, a administração superior da universidade enfatizou que as divergências políticas e o debate de ideias fazem parte da rotina acadêmica, contudo, ressaltou que a instituição não tolerará atos de intimidação, depredação do patrimônio público ou quaisquer ações que ameacem o ambiente democrático e o pleno funcionamento da universidade.   


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