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DOSSIÊ: Quem era "Sicário", o operador das sombras de Daniel Vorcaro.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, confirmada na noite desta sexta-feira (6/3), encerra um capítulo sombrio, mas abre uma caixa de Pandora sobre os métodos de atuação do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Conhecido pelo codinome "Sicário", Mourão era o arquiteto de um sistema de inteligência paralela e intimidação que operava nas franjas da legalidade.


Natural de Minas Gerais, onde construiu sua base de operações, Luiz Phillipi mantinha uma vida de ostentação discreta em Belo Horizonte. Sem uma formação acadêmica de destaque registrada em conselhos profissionais de elite, sua "graduação" deu-se na prática do submundo financeiro e da segurança privada não oficial.


Antes de se tornar o braço direito de Vorcaro, Mourão já acumulava um histórico policial extenso. Ele era réu em investigações de estelionato, receptação e organização criminosa. Entre 2018 e 2021, foi apontado como peça central em um esquema de pirâmide financeira que vitimou investidores em todo o país, chegando a movimentar, sozinho, cerca de R$ 24,9 milhões em uma única conta bancária.


O Contexto: O "Longa Manus" de Daniel Vorcaro

No ecossistema do Banco Master e das empresas de Daniel Vorcaro, "Sicário" ocupava a função de longa manus (termo jurídico para quem executa ordens diretas de outro). Ele era o elo entre a estratégia financeira de Vorcaro e a "limpeza" de campo necessária para manter o poder do banqueiro.



Pagamentos Milionários e Estilo de Vida

A lealdade de Sicário tinha um preço alto. Relatórios da Polícia Federal indicam que Luiz Phillipi recebia uma "mesada" de R$ 1 milhão por mês. Os pagamentos eram operacionalizados por Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, que atuava como o gestor financeiro dessas operações clandestinas. O dinheiro servia para custear a rede de informantes e capangas que compunham "A Turma".




A Prisão e a Repercussão

Na quarta-feira (4/3), a PF deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero. Daniel Vorcaro foi preso em São Paulo, e Luiz Phillipi, o Sicário, foi capturado em Minas Gerais. A prisão de Sicário foi considerada o "xeque-mate" na estrutura de proteção de Vorcaro. A repercussão no mercado financeiro e no meio político foi imediata, dado o volume de informações que Sicário detinha e o temor de uma possível delação premiada.


O Desfecho: Morte na Custódia

O fim de Luiz Phillipi foi tão dramático quanto sua trajetória. Poucas horas após ser levado para a Superintendência da PF em Belo Horizonte, ele foi encontrado desacordado em sua cela.

  • O Incidente: Segundo a PF, Sicário atentou contra a própria vida. Foi socorrido pelos agentes e levado ao Hospital João XXIII.

  • Protocolo de Morte: Após dois dias em estado vegetativo, o protocolo de morte encefálica foi encerrado às 18h55 de sexta-feira (6/3).

  • Investigação: A PF instaurou um inquérito para apurar se houve falha na vigilância ou se o ato foi uma medida desesperada para evitar a exposição de segredos que poderiam derrubar figuras poderosas da República.


Com a morte de Sicário, Daniel Vorcaro perde seu principal executor, mas as autoridades agora focam nos rastros digitais e financeiros deixados por "A Turma", que prometem novos desdobramentos no Caso Banco Master.



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