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Dois homens são presos com R$ 30 mil em Boa Vista por suspeita de compra de votos.

Foto do escritor: Hermes Vissotto
Hermes Vissotto
3 de out.
2 min de leitura
Os homens foram levados à sede da Polícia Federal, suspeitos de envolvimento com crime eleitoral — Foto: Arquivo
Os homens foram levados à sede da Polícia Federal, suspeitos de envolvimento com crime eleitoral — Foto: Arquivo

BOA VISTA — O agente de fiscalização Paulo Roberto Alves Temoteo e Jesus Ribeiro foram detidos pela Polícia Militar em Boa Vista, no bairro Mecejana, em posse de R$ 30 mil em dinheiro vivo. A dupla é suspeita de envolvimento em crime eleitoral e foi encaminhada para a sede da Polícia Federal.   

Caminhonete em que os suspeitos estavam na ocorrência — Foto: Arquivo
Caminhonete em que os suspeitos estavam na ocorrência — Foto: Arquivo

A abordagem policial ocorreu na Avenida Capitão Ene Garcez, nas imediações do cinema, quando os suspeitos trafegavam numa caminhonete Chevrolet S-10 registada em nome de uma empresa. Durante a revista ao veículo e aos indivíduos, os agentes encontraram três pacotes com notas de R$ 100. Paulo Roberto transportava dois maços (totalizando R$ 20 mil) e Jesus Ribeiro trazia outro pacote de R$ 10 mil.   


De acordo com o boletim de ocorrência lavrado na Polícia Federal, os detidos alegaram ter recebido a quantia de uma terceira pessoa num outro veículo, cuja localização exata não souberam precisar. Em depoimento à PM, ambos declararam trabalhar para a campanha do candidato ao Senado Nicoletti, tendo Jesus informado que recebe R$ 3 mil mensais pelas suas funções.   


Confissão e Equipamentos Apreendidos

Dinheiro apreendido com suspeitos ligados ao candidato senador Nicoletti — Foto: Arquivo
Dinheiro apreendido com suspeitos ligados ao candidato senador Nicoletti — Foto: Arquivo

Segundo o registo policial, os dois suspeitos admitiram que os R$ 30 mil seriam destinados à compra de votos, ao valor estimado de R$ 300 por cada voto obtido. Na traseira do veículo, atrás do banco dos passageiros, as autoridades apreenderam ainda um equipamento de sirene e rádio comunicador.   


Posição da Defesa e da Campanha

Em nota oficial, a assessoria do candidato Nicoletti repudiou as acusações e declarou que o candidato tem sido alvo de "fake news numa tentativa desesperada de candidatos de oposição". A nota acrescenta que Nicoletti confia plenamente nas instituições e autoridades responsáveis pela investigação, reiterando que possui uma trajetória pública "ficha-limpa, aberta e transparente" e que não tem nada a esconder.   


(Nota de esclarecimento: Informações iniciais indicavam incorretamente que os suspeitos seriam policiais militares e seguranças do candidato, o que foi posteriormente corrigido pela Polícia Militar).   


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