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Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 27 minutos
  • 3 min de leitura

Bertha Lutz, fotografada em 1925
Bertha Lutz, fotografada em 1925

Neste 11 de fevereiro, o mundo volta os olhos para uma lacuna que ainda persiste, mas que diminui a cada descoberta: a presença feminina nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). No Brasil, a história da ciência não é apenas feita de dados, mas de resiliência. De mulheres que enfrentaram o preconceito de gênero no século passado a meninas que, hoje, usam inteligência artificial para mudar vidas.


As Arquitetas do Conhecimento

Bertha Lutz: A Voz da Fauna e das Mulheres

Natural de São Paulo e formada na Sorbonne, Bertha foi muito além de sua contribuição vital à zoologia. Enquanto descrevia espécies de anfíbios, ela lutava pelo voto feminino e pela igualdade de gênero na ONU. Uma cientista que entendeu, cedo, que a ciência e a política devem caminhar juntas.


Nise da Silveira: Afeto como Método

Maceioense e médica psiquiatra, Nise revolucionou a saúde mental. Numa época em que tratamentos eram sinônimo de violência, ela introduziu a arte e o convívio com animais. Sua ciência era humanista, provando que o inconsciente fala através da criatividade.


Johanna Döbereiner: A Revolucionária do Campo

Agrônoma naturalizada brasileira, Johanna mudou a economia do país. Seus estudos sobre fixação de nitrogênio em plantas permitiram que o Brasil se tornasse líder na produção de soja sem depender de fertilizantes químicos caros, o que lhe rendeu uma indicação ao Nobel.


Enedina Alves Marques: Quebrando o Concreto

Em 1945, a curitibana Enedina tornou-se a primeira engenheira negra do país. Em um canteiro de obras majoritariamente branco e masculino, ela ergueu usinas e planos hidrelétricos, provando que o cálculo e a liderança não conhecem cor ou gênero.


Graziela Maciel Barroso: A Dama da Botânica

Doutora aos 60 anos, Graziela mostrou que nunca é tarde para a excelência. Sul-mato-grossense, ela catalogou centenas de espécies e é a maior referência em sistemática de plantas no Brasil. Sua obra é a base de muito do que sabemos sobre nossa biodiversidade hoje.


A Ciência do Agora e do Amanhã

Ester Sabino e Jaqueline Goes de Jesus: Velocidade em Resposta à Dor

A dupla de pesquisadoras (paulista e baiana, respectivamente) tornou-se o rosto da ciência brasileira na pandemia. Ao sequenciarem o genoma do coronavírus em tempo recorde (48h), elas colocaram a tecnologia nacional na vanguarda da saúde global.


Márcia Barbosa: A Física das Águas

Carioca e defensora árdua da equidade, Márcia estuda as anomalias da água. Seu trabalho é fundamental para entender como essa molécula se comporta em nível nanomolecular, garantindo-lhe prêmios internacionais e um assento entre as mentes mais influentes da física moderna.


Duília de Mello: Conquistando o Cosmos

A jundiaiense que "mora nas estrelas" trabalha com a NASA e descobriu a supernova SN 1997D. Duília é a prova de que o teto de vidro das brasileiras é, na verdade, o espaço sideral.


Narayane Ribeiro Medeiros: O Novo Rumo do ITA

Representando a força jovem, Narayane destaca-se na Engenharia Aeroespacial no rigoroso ITA. Vencedora do prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, ela simboliza a quebra de barreiras em áreas de altíssima complexidade tecnológica.


Milena Xavier Martins: IA com Propósito

A mineira Milena é a prova de que "Meninas na Ciência" não é apenas um slogan. Ainda no ensino médio, desenvolveu a Autinosis, uma plataforma que usa IA para apoiar o diagnóstico de autismo. A ciência de Milena nasce na escola, mas já impacta a sociedade.


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