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Caso Marielle Franco: Do Atentado no Estácio ao Banco dos Réus no STF.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

O Brasil acompanha, nesta última semana de fevereiro de 2026, o que pode ser o capítulo final de uma das maiores feridas abertas da democracia brasileira: o julgamento dos mandantes e articuladores do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. No Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) oficializou o pedido de condenação para os cinco réus que, segundo a acusação, transformaram o Rio de Janeiro em um tabuleiro de interesses espúrios e sangue.


A Noite do Crime: O Embate no Estácio

Na noite de 14 de março de 2018, Marielle Franco deixava um evento na "Casa das Pretas", na Lapa. Enquanto seu carro, conduzido por Anderson Gomes, passava pelo bairro do Estácio, um Chevrolet Cobalt emparelhou. Treze disparos de uma submetralhadora MP5 foram efetuados.


Marielle foi atingida por quatro tiros na cabeça; Anderson, por três nas costas. A assessora Fernanda Chaves, atingida por estilhaços, foi a única sobrevivente. O crime, executado com precisão cirúrgica, não levou pertences das vítimas, deixando claro desde o primeiro minuto: tratava-se de uma execução política.


Os Executores e a Primeira Muralha

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz deixam a Delegacia de Homicídios, na Barra — Foto: Reprodução/TV Globo
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz deixam a Delegacia de Homicídios, na Barra — Foto: Reprodução/TV Globo

A investigação levou um ano para chegar aos primeiros nomes. Em março de 2019, os ex-policiais militares Ronnie Lessa (apontado como o atirador) e Élcio de Queiroz (o motorista) foram presos.


O caso, no entanto, estagnou por anos em uma pergunta que ecoava globalmente: “Quem mandou matar Marielle?”. A investigação enfrentou trocas sucessivas de delegados, interferências políticas e uma rede de obstrução dentro da própria Polícia Civil do Rio de Janeiro.



O Julgamento em 2026: A Tese da PGR

Hoje (24), o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateubriand, foi contundente perante a Primeira Turma do STF. A acusação sustenta que Marielle foi morta porque sua atuação parlamentar contra a grilagem de terras e o controle imobiliário irregular nas favelas feria diretamente os lucros da estrutura criminosa dos irmãos Brazão.



O Impacto Humanitário

Além da busca por justiça criminal, o julgamento foca na reparação. A PGR solicitou indenizações pesadas para as famílias de Marielle e Anderson, e para Fernanda Chaves, que precisou viver anos no exílio por segurança.


A defesa dos réus nega as acusações, baseando-se na tese de que as delações de Lessa carecem de provas externas corroborativas. Contudo, para o Ministério Público, os registros telefônicos e a análise do contexto político da época formam um "mosaico probatório inabalável".


O Portal Hermes Vissotto continuará acompanhando os votos dos ministros. Seria este o fim da impunidade para as milícias infiltradas no Estado?


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