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CASO DE CRIMES SEXUAIS: MPRR denuncia casal de pastores e solicita inclusão dos nomes na lista da Interpol.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
Pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza estão foragidos (Foto: Divulgação)
Pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza estão foragidos (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) ofereceu denúncia formal à Justiça, no último dia 21 de agosto, contra o casal de pastores Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos. Investigados por uma série de crimes sexuais cometidos contra adolescentes em Boa Vista, os dois permanecem foragidos. Diante da suspeita de fuga, o órgão ministerial solicitou a inclusão dos nomes dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol, a lista internacional de procurados.  


Além da inclusão na Interpol e do pedido de prisão temporária contra o casal, a denúncia do MPRR requer a fixação de indenizações financeiras para as vítimas, com valores estipulados entre R$ 30 mil e R$ 150 mil.  


Acusações e Modus Operandi

De acordo com o MPRR, os denunciados responderão perante a Justiça pelos crimes de:

  • Estupro de vulnerável;  

  • Estupro;  

  • Importunação sexual;  

  • Corrupção de menores;  

  • Fraude processual;  

  • Falsidade ideológica.  


As investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) identificaram ao menos 11 adolescentes que relataram ter sofrido abusos com o mesmo padrão de atuação do casal. A polícia apurou ainda que outras cinco pessoas apresentavam indícios de terem sido vítimas, mas não chegaram a prestar depoimento.  


Segundo o inquérito policial, Wenderson utilizava a posição de autoridade e liderança religiosa para conquistar a confiança das vítimas, enquanto Arielly atuava ativamente na aproximação das adolescentes. Os investigadores apontaram que o casal fazia uso de argumentos religiosos, dinheiro e a promessa de outras vantagens na tentativa de coagir as jovens e mantê-las em silêncio.  


Tentativa de Destruição de Provas

A apuração da DPCA revelou também uma tentativa de obstrução da Justiça e ocultação de provas. Uma terceira investigada no caso, identificada pelas iniciais R.B.L.S., de 20 anos, foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores. Ela é suspeita de ter participado ativamente da destruição de um aparelho celular pertencente ao pastor Wenderson.  


O processo tramita sob segredo de Justiça. O MPRR confirmou formalmente o envio das acusações ao Poder Judiciário e aguarda o prosseguimento das medidas cautelares e de localização dos procurados.  


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