BOMBA NO MORUMBI: A queda de Hernán Crespo.
- Hermes Vissotto

- há 2 horas
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O que parecia um casamento de conveniência em sua segunda lua de mel chegou ao fim de forma abrupta e ruidosa. Nesta segunda-feira (9), o São Paulo Futebol Clube oficializou a demissão de Hernán Crespo. Embora o time ostente uma invencibilidade precoce no Brasileirão, os corredores do Morumbi e do CT da Barra Funda contam uma história muito diferente daquela vista na tabela de classificação.
O Portal Hermes Vissotto apurou os detalhes que levaram à ruptura definitiva.
O gatilho para a demissão foi a ferida aberta na eliminação do Paulistão para o Palmeiras. A insistência de Crespo em escalar o volante Luan como titular, um jogador sem ritmo de jogo e que vinha de um longo período de inatividade, foi vista pela cúpula tricolor como um erro técnico imperdoável.
Internamente, diretores questionaram por que nomes que viviam fases iluminadas, como Danielzinho, foram preteridos em um jogo de "vida ou morte". A sensação foi de que o treinador "inventou" no momento em que o clube mais precisava de pragmatismo.
Se a tática em campo incomodou, a gestão do elenco fora dele foi o golpe final. Após a queda no estadual, Crespo concedeu três dias de folga seguidos ao plantel. Em um momento onde a torcida exigia respostas e trabalho dobrado, o silêncio e o vazio no CT foram interpretados pela diretoria como falta de urgência e um sinal de desleixo com o planejamento da temporada.
O Fantasma dos Treinos Curtos e o "Discurso do Rebaixamento"
Fontes ligadas ao departamento de futebol revelaram ao nosso portal que o clima no dia a dia era de "pessimismo velado". Crespo, em reuniões e coletivas, adotou um discurso defensivo, afirmando que o foco do clube deveria ser primeiro "bater os 45 pontos" para evitar sustos.
Para um clube que investiu pesado em reforços e que carrega a história do São Paulo, essa mentalidade de "time pequeno" gerou revolta. Além disso, a metodologia de treinos, sessões que raramente ultrapassavam 50 minutos, era vista como insuficiente para manter a competitividade física exigida pelo calendário brasileiro.
Quem assume o comando?
A diretoria já trabalha em ritmo de urgência. Roger Machado surge como o nome de consenso para "arrumar a casa" taticamente. Houve uma sondagem a Filipe Luís, mas o ex-lateral e treinador teria declinado o convite por planos pessoais na Europa.
O São Paulo agora busca um novo rumo, tentando provar que a saída de Crespo não é apenas a troca de um treinador, mas a tentativa de resgatar a ambição de um gigante que se cansou de pensar pequeno.

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