A Dinastia Rubro-Negra: Como Arrascaeta Destronou Messi e o Flamengo de Filipe Luís Redefiniu a Realeza das Américas.
- Hermes Vissotto

- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O tradicional jornal El País, do Uruguai, elegeu nesta quarta-feira (31) os melhores nomes do futebol continental na 40ª edição da premiação "Rei da América". O evento, que é o padrão ouro para reconhecer a excelência no futebol das Américas, consolidou o ano de 2025 como uma temporada de recordes e domínio absoluto de um projeto esportivo.
O Rei de 2025: A Coroação de Arrascaeta
Após anos sendo protagonista no continente, o meia uruguaio Giorgian De Arrascaeta, do Flamengo, finalmente alcançou o topo. Com 179 votos (67,8%), ele não apenas venceu, mas atropelou a concorrência, que incluía ninguém menos que Lionel Messi (Inter Miami), o segundo colocado com 39 votos.
O prêmio faz justiça a uma temporada estatisticamente impecável: em 64 jogos, Arrascaeta somou 25 gols e 20 assistências, liderando o Flamengo aos títulos da Libertadores e do Brasileirão. É interessante notar que ele superou Messi por uma margem de 140 votos, provando que, para os jornalistas do continente, o peso das conquistas sul-americanas ainda fala mais alto que o brilho individual na MLS.
Os outros protagonistas:

Melhor Técnico: Filipe Luís (Flamengo). Em sua primeira temporada completa, recebeu 72% dos votos. É uma ascensão meteórica que raramente vimos na história da premiação.
Rainha da América: Gabi Zanotti (Corinthians). Pelo segundo ano consecutivo, a "Maestra" do Timão superou Marta e consolidou o Corinthians como a maior potência do futebol feminino nas Américas.
A Hegemonia Brasileira: De Exceção a Regra
O resultado de 2025 reforça uma tendência que se tornou regra na última década: a hegemonia financeira e técnica dos clubes brasileiros.
Antigamente, o prêmio era equilibrado entre jogadores que atuavam na Argentina, Chile e Brasil. No entanto, nos últimos 7 anos, o Brasil "alugou" o trono. Veja a sequência recente:
Ano | Vencedor | Clube (País) |
2019 | Gabriel Barbosa | Flamengo (BRA) |
2020 | Marinho | Santos (BRA) |
2021 | Julián Álvarez | River Plate (ARG) |
2022 | Pedro | Flamengo (BRA) |
2023 | Germán Cano | Fluminense (BRA) |
2024 | Luiz Henrique | Botafogo (BRA) |
2025 | Arrascaeta | Flamengo (BRA) |
Dos últimos sete prêmios, seis ficaram com atletas de clubes brasileiros. Isso se explica pelo abismo financeiro que permite aos times do Brasil repatriar craques da Europa e manter estrelas internacionais, como o próprio Arrascaeta.
Série Histórica: O Panteão dos Craques
O prêmio Rei da América, oficializado pelo El País em 1986, é o sucessor da votação do jornal El Mundo, que começou em 1971. Olhando para trás, entendemos a magnitude de quem já sentou nesse trono:
Zico (Flamengo): Rei em 1977, 1981 e 1982.
Carlos Tevez: O recordista da era moderna, com 3 títulos seguidos (2003-2005).
Neymar: O último antes da ida para a Europa a vencer duas vezes (2011-2012).
Pelé: Rei em 1973 (pela votação antiga).
O Prêmio Rei da América não é apenas um troféu individual; é o termômetro do poderio das ligas. Hoje, ser "Rei da América" quase exige que o atleta passe pelo gramado brasileiro, tornando o país o epicentro indiscutível do futebol no hemisfério.

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