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Tragédia na Floresta: Criança Yanomami morre em voo de resgate por doenças evitáveis.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 15 de mar.
  • 1 min de leitura
Território Yanomami - Foto: FAB
Território Yanomami - Foto: FAB

BOA VISTA – A crise sanitária na Terra Indígena Yanomami fez mais uma vítima fatal neste sábado (14). Uma menina de apenas 1 ano e 4 meses, vinda da comunidade Xitei, morreu durante um voo de remoção aérea para Boa Vista. O óbito ocorreu por volta das 17h30, quando a aeronave já iniciava os procedimentos de aproximação da capital roraimense.




"Os recursos não chegam", diz liderança

Em tom de revolta, Waihiri Hekurari questionou a eficácia das ações do Governo Federal no território, que está em estado de emergência desde janeiro de 2023.



O outro lado

A Casa de Governo, órgão interministerial que coordena as ações na região, confirmou que o Distrito de Saúde Indígena Yanomami (Dsei-Y) e o Ministério da Saúde estão acompanhando o caso. Até o fechamento desta edição, o Ministério da Saúde não havia respondido aos questionamentos sobre o atraso de seis horas na decolagem da aeronave de resgate.


O corpo da menina foi transladado de volta para sua comunidade neste domingo (15) para os rituais fúnebres tradicionais.


Análise Hermes Vissotto: A morte de uma criança por desnutrição e verminose em 2026, em um território sob intervenção federal, expõe o abismo entre o discurso oficial e a realidade logística na maior reserva indígena do Brasil. A pergunta que fica é: por que o "socorro" demora seis horas para decolar quando vidas de crianças estão no limite?



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