Operação Abadom: O Alerta sobre a Infiltração do Crime nas Forças de Segurança.
- Hermes Vissotto

- há 21 horas
- 2 min de leitura

Uma ação conjunta entre as polícias civis do Pará e do Amapá, com o suporte da Polícia Federal, deflagrou nesta terça-feira (31) a Operação Abadom. O objetivo foi desarticular uma célula da facção "Família Terror do Amapá", mas o que mais chamou a atenção foi o envolvimento direto de agentes que deveriam zelar pela lei.
O "Chefe" na Guarda Municipal
O principal alvo da operação é Pedro de Morais Santos Garcia, guarda municipal de Marituba (PA). Segundo as investigações do Draco (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), Pedro é apontado como o líder da facção e teria movimentado cerca de R$ 40 milhões nos últimos três anos.
O esquema utilizava o cargo público como uma "cortina de fumaça": enquanto exercia suas funções na Guarda, Pedro coordenava o tráfico interestadual de cocaína e crack, utilizando rotas fluviais entre o Pará e o Amapá. Atualmente, ele é considerado foragido.
Em nota, a Prefeitura de Marituba afirmou que colabora com as investigações e que medidas administrativas serão tomadas caso o envolvimento do servidor seja comprovado. Já a cúpula da segurança pública ressaltou que a integração entre as forças estaduais e federais é a única forma de conter o avanço das facções que buscam conexões internacionais.
O caso da Operação Abadom acende uma luz vermelha sobre a necessidade de mecanismos mais rígidos de corregedoria e controle interno nas instituições de segurança. Quando o crime organizado consegue sentar-se à mesa do Estado, a vulnerabilidade da sociedade aumenta exponencialmente. Seguiremos acompanhando os desdobramentos e a busca pelo principal suspeito.

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