Justiça Militar decreta prisão de Tenente-Coronel por Feminicídio e Fraude Processual.
- Hermes Vissotto

- há 10 horas
- 2 min de leitura

A Polícia Militar de São Paulo vive um de seus episódios mais sombrios. Nesta quarta-feira (18), o Tenente-Coronel Geraldo Neto foi preso preventivamente em São José dos Campos, acusado de assassinar sua esposa, a Soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O crime, ocorrido em 18 de fevereiro no centro da capital paulista, era tratado inicialmente pelo oficial como suicídio, mas a perícia técnica e mensagens de celular revelaram um cenário de execução e violência psicológica sistemática.
Violência Psicológica e Controle
A Corregedoria da PM extraiu mensagens do celular do investigado que expõem um relacionamento pautado pela humilhação e pelo machismo. Em uma das trocas de mensagens, Gisele confrontava o marido sobre seu comportamento "estúpido e sem escrúpulos".
Geraldo Neto chegou a afirmar em mensagens que "lugar de mulher é em casa cuidando do marido" e que a rua seria lugar para "mulher solteira à procura de macho". O oficial também exercia controle profissional, aparecendo na seção onde a esposa trabalhava para vigiá-la por horas, além de proferir ofensas constantes, chamando-a de "burra".
Próximos Passos
Após passar por audiência de custódia e exames de corpo de delito no 8º DP (Brás), o Tenente-Coronel será transferido para o Presídio Militar Romão Gomes. Ele responderá por feminicídio e fraude processual, podendo ainda enfrentar processos administrativos que levem à sua expulsão da corporação e perda da patente.
Nota do Portal: O caso Gisele Alves levanta, mais uma vez, o debate sobre a rede de proteção às mulheres dentro das forças de segurança e a importância da autonomia pericial para desmascarar tentativas de fraude em cenas de crime envolvendo altos oficiais.

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