Investigador da Polícia Civil de Roraima atacou a companheira com golpes de esganadura após invadir a residência do casal no interior do estado.
- Hermes Vissotto

- há 12 horas
- 2 min de leitura

O investigador da Polícia Civil de Roraima, José Maria de Souza Moura, de 58 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (7) sob a acusação de tentar matar a própria companheira, de 28 anos, no município de Caracaraí, região Sul do estado. Ele foi autuado pelo crime de tentativa de feminicídio.
De acordo com o registro policial, a violência teve início no domingo (6), durante compras do casal em Boa Vista. As discussões se prolongaram ao longo do trajeto de volta a Caracaraí, ocasião em que o investigador dirigiu em alta velocidade, atingindo até 130 km/h, o que causou pânico na vítima.
Ao chegar no município, o homem deixou a mulher em casa e saiu. Preocupada, a companheira relatou a situação à mãe por telefone. Contudo, no retorno do policial, os desentendimentos recomeçaram. Diante da recusa da vítima em abrir a porta, o suspeito arrombou a estrutura a chutes, invadiu o imóvel e deu início às agressões físicas.
Durante o ataque, a mulher foi derrubada ao chão e sofreu esganadura por meio de dois golpes do tipo "mata-leão". Em depoimento, ela informou ter ficado sem ar e temeu pela própria vida.
Ação Policial e Prisão
Após conseguir escapar, a vítima foi amparada pela mãe e pelo padrasto, que a conduziram até a delegacia local. Devido ao fato de o agressor estar armado e haver apenas dois agentes no plantão policial, a equipe solicitou apoio da Polícia Militar de Roraima para efetuar a prisão. A arma funcional do investigador foi apreendida.
O delegado titular da comarca de Caracaraí, Bruno Gabriel Bezerra Costa, ressaltou a presteza no atendimento ao caso. "A prioridade foi interromper a situação de violência e dar encaminhamento imediato ao procedimento policial", afirmou.
Histórico de Agressões
Na delegacia, a vítima relatou a existência de um histórico de violência doméstica no relacionamento, marcado por xingamentos, empurrões e episódios anteriores de agressão física e estrangulamento.
A mulher foi encaminhada para atendimento médico hospitalar e exame de corpo de delito para apuração das lesões. Além disso, solicitou medidas protetivas de urgência junto ao Poder Judiciário. O investigador José Maria de Souza Moura foi mantido sob custódia e colocado à disposição da Justiça para audiência de custódia.

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