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Homem de 56 anos é preso suspeito de estuprar e engravidar a própria neta de 13 anos em Uiramutã.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Ainda de acordo com as informações da investigação, a adolescente relatou pelo menos quatro episódios de violência sexual (Foto: PCRR)
Ainda de acordo com as informações da investigação, a adolescente relatou pelo menos quatro episódios de violência sexual (Foto: PCRR)

Adolescente está no sétimo mês de gestação. Investigação aponta que o suspeito coagia a vítima com ameaças e tentou forçá-la a ingerir chás e ervas para provocar aborto.  


 Um homem de 56 anos, identificado pelas iniciais A. C. L., foi preso preventivamente nesta terça-feira (21) acusado de estuprar e engravidar a própria neta, uma adolescente de 13 anos. O crime ocorreu em uma comunidade indígena localizada no município de Uiramutã, no interior de Roraima.  


A prisão foi efetuada por agentes da Polícia Civil na Comunidade Indígena Santa Creuza. De acordo com as investigações, a vítima encontra-se em estado avançado de gestação, com aproximadamente sete meses de gravidez.  


Revelação dos abusos e histórico de intimidação

A violência veio à tona após a família notar o avanço da gestação e questionar a jovem sobre a paternidade do bebê. Diante da situação, a adolescente relatou ter sido vítima de sucessivos abusos sexuais cometidos por seu avô materno.  


Conforme apurado no inquérito policial, os abusos teriam começado em novembro de 2025 e vinham ocorrendo de forma sistemática. O suspeito aproveitava os momentos em que os pais da garota precisavam sair de casa para cometer os crimes. Para evitar que o caso chegasse ao conhecimento das autoridades ou de outros familiares, ele mantinha a vítima sob constantes ameaças e intimidações.  


Tentativa de indução ao aborto: A investigação revelou que, ao tomar conhecimento da gravidez da neta, o investigado orientou e pressionou a adolescente a ingerir chás e infusões de ervas na tentativa de provocar um aborto clandestino e ocultar o crime.  


Provas médicas e atuação do Ministério Público

Documentos e laudos médicos relativos ao acompanhamento pré-natal da adolescente foram anexados aos autos do procedimento investigatório. Segundo a Polícia Civil, os relatórios de saúde, somados aos depoimentos e outros elementos probatórios colhidos, reforçam de maneira consistente os indícios de autoria e materialidade dos crimes.  


Com base nas evidências reunidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do acusado. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), que destacou a gravidade dos fatos e a necessidade da custódia cautelar para proteger a integridade da vítima e assegurar o andamento das investigações.  


Procedimentos legais e rede de proteção

O caso é conduzido pela Delegacia de Polícia de Pacaraima, sob a responsabilidade do delegado Valdir Tomasi. O investigado permanecerá custodiado e deve passar por Audiência de Custódia nesta quarta-feira (22), onde ficará à disposição do Poder Judiciário.  


A adolescente e sua família permanecem acompanhadas e assistidas pela rede de proteção social do município.  


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