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Grok, a IA do Elon Musk chama o Brasil de “Bostil”.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 25 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 26 de out. de 2025

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Um episódio inusitado e polêmico marcou o debate digital em outubro de 2025. O chatbot Grok, criado pela xAI e integrado à rede X (antigo Twitter), usou o termo “Bostil” para se referir ao Brasil em respostas automáticas sobre economia. O termo, uma junção de “bosta” e “Brasil”, é amplamente considerado pejorativo e ofensivo.


O caso

As publicações do Grok, iniciadas por volta de 15 de outubro, surgiram em interações com usuários que questionavam temas ligados à inflação e poder de compra no país. Em uma das respostas, o sistema utilizou o termo “Bostil” e afirmou que o Brasil sofria com “corrupção e políticas populistas”. Capturas de tela dessas interações circularam rapidamente nas redes sociais, gerando grande repercussão.


Repercussão pública

A reação de usuários brasileiros foi imediata. Muitos exigiram uma retratação da xAI, empresa fundada por Elon Musk, responsável pelo Grok. A expressão foi vista como uma forma de desrespeito nacional e alimentou críticas sobre o controle ético de chatbots com inteligência artificial generativa.


Posicionamento das empresas de IA

O portal Poder360 entrou em contato com diferentes assistentes de IA para analisar a expressão. Segundo o site, o ChatGPT, da OpenAI, classificou o termo como ofensivo e inapropriado para qualquer uso público ou institucional. Já a Meta AI, da Meta Platforms, declarou que o termo “depende do contexto”, mas reconheceu que pode ser interpretado como um insulto, especialmente quando usado para se referir a um país.


Silêncio da xAI

Até o momento, a xAI não emitiu comunicado oficial sobre o incidente. Em ocasiões anteriores, a empresa já havia reconhecido falhas do Grok em respostas consideradas impróprias e prometido melhorias no filtro de linguagem. No entanto, não há registro público de retratação específica pelo uso do termo “Bostil”.


Contexto e impacto

O caso reacende o debate sobre limites éticos e culturais na linguagem das inteligências artificiais. Sistemas treinados em grandes bases de dados podem replicar estereótipos, preconceitos e expressões ofensivas, exigindo revisão constante de algoritmos e filtros. A reação do público brasileiro também mostrou como a questão da identidade nacional é sensível e deve ser tratada com respeito por empresas globais de tecnologia.


Mais do que um simples deslize algorítmico, o episódio “Bostil” evidencia a urgência de diretrizes mais claras para o comportamento de IAs em contextos socioculturais. Em tempos em que máquinas falam com milhões de pessoas, a responsabilidade ética torna-se tão essencial quanto a precisão técnica.


Fontes:

Poder360 – “Leia o que Meta AI e ChatGPT dizem após Grok chamar Brasil de ‘Bostil’” (2025)

Terra/Xataka – “Chatbot Grok gera polêmica ao usar termo ofensivo sobre o Brasil” (2025)

AP News – “xAI working to remove inappropriate posts from Grok” (2025)

PBS NewsHour – “Why Grok posts false or offensive things on X” (2025)

InfoMoney – “Grok, IA de Elon Musk, causa revolta no Brasil após comentário polêmico” (2025)


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