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FEMINICÍDIO: Tenente-Coronel alega "provocação" em depoimento à Polícia.

  • Foto do escritor: Hermes Vissotto
    Hermes Vissotto
  • 22 de mar.
  • 1 min de leitura
Geraldo e Gisele estavam juntos há cerca de 4 anos | Foto Reprodução Redes Sociais.
Geraldo e Gisele estavam juntos há cerca de 4 anos | Foto Reprodução Redes Sociais.

O caso da soldada Gisele Santana, morta em fevereiro em seu apartamento no Brás, ganhou novos e estarrecedores detalhes. Em depoimento à Polícia Civil, o principal suspeito e marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, tentou justificar tensões no relacionamento alegando que a esposa "seguia homens em redes sociais para provocá-lo".


O oficial, que está preso preventivamente desde o dia 18 de março, afirmou que o casal monitorava as contas um do outro e que Gisele teria passado a seguir admiradores porque o relacionamento estava "esfriando".





O perigoso discurso da "provocação"

A narrativa apresentada pelo réu no interrogatório é um exemplo clássico da tentativa de culpabilização da vítima. Ao focar no comportamento social de Gisele e em um suposto "ciúme motivado", o agressor tenta desviar o foco da brutalidade do ato e do controle coercitivo que exercia sobre a esposa.


Este caso acende, mais uma vez, o alerta sobre a violência de gênero dentro das instituições de segurança e a necessidade de mecanismos mais rígidos de proteção para mulheres que convivem com parceiros armados e em posições de poder.


Acompanhe as atualizações sobre este e outros casos de Direitos Humanos aqui no Portal Hermes Vissotto.



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