ESTIAGEM: Uiramutã enfrenta racionamento e desafios geográficos.
- Hermes Vissotto

- há 4 dias
- 1 min de leitura

O município de Uiramutã, conhecido por suas paisagens serranas e por ser o ponto mais setentrional do Brasil, vive hoje o rigor do período seco. A forte estiagem que atinge Roraima já provoca desabastecimento e racionamento em diversas comunidades indígenas, evidenciando a fragilidade hídrica de uma região que depende quase exclusivamente de fontes naturais.
Diferente das áreas de lavrado, onde o lençol freático costuma ser mais acessível por poços, a geografia de Uiramutã impõe um desafio adicional. Por estar em uma região de serras e planaltos, a retenção de água no solo é menor.
As nascentes, que abastecem cerca de 80% das comunidades, estão localizadas em pontos elevados. Com a falta de chuvas, o nível do lençol freático baixa rapidamente, e o fluxo gravitacional faz com que a água escoe para os vales, deixando as fontes de "topo de serra" secas antes das demais.
O Impacto no Cotidiano
Na sede do município, o reflexo é sentido na baixa pressão das torneiras. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas de longo prazo voltadas para a segurança hídrica em áreas indígenas e de fronteira, considerando as particularidades climáticas da Amazônia Setentrional.
Serviço: A recomendação atual para os moradores e visitantes da região é a economia rigorosa e a preservação rigorosa das fontes de água enquanto perdurar o período de seca severa.

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