DGH deflagra Operação Contravigília e prende homem suspeito de monitorar jovem antes de homicídio em Boa Vista.
- Hermes Vissotto

- há 3 dias
- 2 min de leitura

BOA VISTA — A Polícia Civil de Roraima, por meio da Delegacia Geral de Homicídios (DGH), deflagrou nesta segunda-feira (17) a Operação Contravigília. A ação resultou na prisão temporária de um homem de 32 anos, acusado de monitorar passos de uma vítima e dar suporte logístico para um assassinato ocorrido em junho.
A vítima, Jeremix Arturo Gonzalez Gonzalez, de 24 anos, foi morta a tiros na madrugada de 20 de junho em frente a uma distribuidora de bebidas no bairro Senador Hélio Campos, localizado na zona Oeste da capital.
Crime planejado e logística em grupo
De acordo com as investigações da DGH, o homicídio foi rigorosamente planejado e executado de forma coordenada por um grupo composto por pelo menos cinco pessoas, onde cada integrante desempenhou uma função específica.
O suspeito detido nesta segunda-feira tinha o papel de efetuar o levantamento e o monitoramento contínuo do jovem por várias horas antes da execução. Durante as diligências da operação, além da prisão temporária:
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.
Um segundo homem, de 34 anos, foi preso em flagrante por posse irregular de munição de arma de fogo.
"Desde o início, buscamos esclarecer não apenas quem praticou os atos diretamente relacionados ao homicídio, mas também a participação de cada envolvido na preparação e execução do crime. O aprofundamento da investigação permitiu chegar aos elementos necessários para as medidas cumpridas nesta manhã", destacou o delegado responsável pelo caso, Thiago Alexandre.
Origem do nome 'Contravigília'
O nome escolhido para a operação faz uma referência direta à dinâmica observada ao longo dos trabalhos investigativos. Inicialmente, os criminosos exerceram uma rotina de vigilância sobre o alvo. Com o progresso das apurações, a "lógica se inverteu", e os investigadores da Polícia Civil passaram a monitorar os próprios suspeitos até reunir provas suficientes para os mandados judiciais.
As investigações prosseguem sob o comando das equipes da Seção de Investigação e Operação, do Setor de Análise e Investigação Criminal da DGH e dos delegados Thiago Alexandre, João Evangelista e Carlos Henrique. O objetivo central agora é identificar e responsabilizar os demais envolvidos no planejamento e na execução direta do crime.

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